Pesquisa do Instituto Paraná mostra um dado preocupante para o mercado da bola. No Brasil, os que não têm time algum (19,5% da população) já superam a torcida do Flamengo, a maior do país, com 16,2%.

Com quase um a cada cinco brasileiros não se importando com o que acontece nos gramados, o Brasil fica distante do velho chavão de país do futebol.

Não é só isso. Há alguns anos, os grandes clubes europeus têm programado eventos no Brasil, com palestras de craques do passado, clínicas para jovens e ações de marketing. Por trás da iniciativa está a busca por expandir fronteiras e arregimentar fãs pelo planeta.

Reflexo disso, times como o Barcelona são campeões em fechar patrocínios regionais pelo mundo, incluindo no Brasil. Ou seja, o dinheiro que poderia ser investido em um clube local, é direcionado para uma equipe de fora.

Não é só isso. Nos últimos anos, quem frequenta estádio já percebeu a invasão feminina nas arquibancadas. A elas são destinados os esforços mundiais das grandes marcas de material esportivo.

No Brasil, esse público é solenemente ignorado pelo futebol. Desafio você, caro leitor, a apontar uma ação que seu time tenha feito para elas neste ano, sem ser no Dia da Mulher ou no Outubro Rosa.

Muito mais do que mostrar quem tem mais torcida, algo em que há pouca mudança de posição, a pesquisa mostra problemas que precisam ser superados. 


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