Qual tipo de negócio tem uma valorização, em uma década, de mais de duas mil vezes? Sim, é isso o que cresceu o negócio do UFC quando foi comprado por US$ 2 milhões e vendido nesta semana por US$ 4 bi, com direito a manutenção de parte da sociedade de seus antigos donos.

O UFC enfrentou a maior crise do passado recente americano. Teve de enfrentar a concorrência de outros esportes e de mercados contrários à promoção da luta para viver. E, em meio a esse cenário, produziu a maior valorização do esporte atual.

Como o UFC conseguiu ser esse megafenômeno mundial, ancorando na luta o seu principal produto?

O maior segredo do UFC é que ele não vende a luta como o seu produto, mas um espetáculo de entretenimento. Não é o esporte na sua essência que a liga de MMA vende, mas um show protagonizado por atletas que, por acaso, lutam.

É possível que a violência seja uma propulsora do negócio do UFC, mas o maior segredo dele é que ela não é o fim de toda a comunicação. Muito pelo contrário, o UFC acontece apesar da violência dos seus atletas.

Quando soube disseminar o conceito entre atletas e mídia, o UFC teve o seu maior salto comercial. Foi o momento de expansão para além do circuito EUA, Brasil e Japão.

A entrada da IMG é mais uma mostra disso. O UFC entende que há mercados ainda não explorados. E que ter ao lado uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo pode ser um bom caminho para expandir o negócio ainda mais.

O UFC sabe que esporte é um entretenimento. E fatura com isso.


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