Aeroporto é uma propriedade publicitária valiosa. E, ao redor do mundo, o esporte usa esse espaço em peso. No Brasil, a situação ainda é novidade, mas a tendência é de crescimento. O modo como as marcas têm usado essa possibilidade durante a Copa América, um caminho que já tinha aparecido na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, deixa isso claro.

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O mercado publicitário brasileiro é bastante maduro, mas há dois fatos novos. O primeiro é o desenvolvimento do esporte como negócio, algo que passou por uma profunda revolução no Brasil na última década. A outra parte está nos próprios aeroportos, que foram modernizados e passaram a oferecer muito mais do que antes.

Quem já viajou para os Estados Unidos ou para a Europa sabe que os mercados mais desenvolvidos do esporte jamais ignoram os aeroportos. Em Barcelona, por exemplo, o turista tem na loja do time mais famoso da cidade a primeira impressão do local. No Charles de Gaulle, hub parisiense, era impossível ignorar o Paris Saint-Germain graças às ativações do agora ex-patrocinador, a companhia Emirates.

Especializada em publicidade OOH, a agência francesa JCDecaux dá a dica: 80% das pessoas que viajam a negócios dizem sentir empolgação pela viagem quando estão no aeroporto. Ou seja, a grande maioria dos passageiros é turista ou um executivo empolgado. É um público que estará muito aberto a mensagens publicitárias. E é ainda muito melhor se ela estiver relacionada com algo lúdico. Nesse caso, o esporte.

Aeroporto ainda tem outras características específicas, como um público de nível social mais alto. O Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, calcula que 68% dos passageiros possuem ensino superior completo, e um terço das pessoas que circulam pelo local são viajantes de negócios. Ou seja, o espaço é uma porta para o público corporativo.

Por essas razões, as ativações esportivas em aeroportos têm se tornado mais comuns no Brasil. Além de patrocinadores, times têm feito uso dessa possibilidade, como pôde ser visto em ações pontuais de Grêmio e Atlético Mineiro. O time gaúcho, por sinal, aproveitou a própria Copa América para divulgar a equipe.

As iniciativas são bem-vindas e tendem a ser mais populares. Ainda que, com as modernizações dos aeroportos, essa propriedade tenda a encarecer nos próximos anos. A expectativa, claro, é que o esporte nacional permaneça em uma trajetória crescente e, assim, as instituições e os patrocinadores possam continuar no trilho das melhores práticas.


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