O contrato fechado com a Peak Sports para vestir o Time Brasil a partir de 2018 resolve o principal desafio enfrentado pelo COB no pós-Rio 2016. Após a saída da Nike, estava difícil convencer outra fabricante de material esportivo a assumir essa propriedade.

A retirada da fábrica de Beaverton aconteceu em um momento em que as gigantes de material esportivo fogem de modalidades pouco rentáveis, como ciclismo, golfe e hóquei. Ao assumir o compromisso de vestir uma delegação olímpica, Nike ou Adidas teriam que confeccionar peças para todos os esportes.

Por outro lado, a chegada da Peak ao Brasil mostra outro movimento importante do mercado: a internacionalização da China. Você, caro leitor, provavelmente ouviu falar pela primeira vez de uma marca do país quando o ex-ginasta Li Ning acendeu a pira olímpica em Pequim 2008 usando um tênis... Li Ning.

Desde o marketing de emboscada sobre a Adidas, cresceu a exposição de marcas como Anta Sports, 361º, Peak e a própria Li Ning. Dongxiang e Xtep devem ser a próximas a despontar.

A Anta, que não se perca pelo nome, ganhou exposição investindo em astros da NBA como Kevin Garnett e Klay Thompson. Também trouxe o pugilista Manny Pacquiao.

Quem mais apareceu nos Jogos, porém, foi a 361º. A empresa foi dos uniformes dos voluntários da Olimpíada e Paralimpíada. Neste ano, apresentou o maratonista Giovani dos Santos como seu embaixador no Brasil.

Maior marca chinesa, a Li Ning investiu em astros da NBA, como Shaquille O’Neal e Dwyane Wade.

Resta saber se essas empresas terão fôlego para competir em um mercado globalmente já muito concentrado nas mãos das gigantes. 


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