“Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”. A frase foi dita pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, à Revista Piauí, em 2011. Para ele, críticas feitas em outros veículos eram “traço”. Se o pensamento foi mantido na CBF, a entidade tem um enorme problema pela frente, em uma guerra que não poderá vencer.

Na segunda-feira, o Jornal Nacional fez uma matéria de seis minutos para destacar a eliminação do Brasil na Copa América. Por dois minutos, Galvão Bueno ponderou a gestão da CBF, feita por presidentes “que trabalham à margem da lei”. “Será que Marco Polo Del Nero tem condições morais para decidir o futuro da seleção brasileira?”, questionou.

A postura do Jornal Nacional é bem diferente do que foi adotado em 2012, quando Ricardo Teixeira se afastou do cargo. Na época, a emissora exaltou títulos, patrocinadores e a adoção dos pontos corridos no Brasileirão. E citou apenas que as acusações contra o dirigente foram arquivadas pela justiça.

Hoje, o contexto é bastante diferente. Primeiramente, porque a entidade passou de parceira para problema, graças aos sucessivos escândalos na Fifa que envolveram direitos de transmissão nos últimos anos. Na segunda-feira, a Globo editorialmente se afastou daqueles “à margem da lei”.

Segundo, a situação do principal produto da CBF, a seleção brasileira, passou a ser esportivamente insustentável após a Copa América.

Agora, a CBF tem um fato novo para enfrentar, e ele não permitirá mais erros como foi a escolha da dupla Rinaldi/Dunga. Nesse sentido, Tite goza, no mínimo, de alguma popularidade. Uma urgência para a entidade!


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