Passadas duas semanas do fim da Olimpíada do Rio 2016, é tempo de avaliar os erros e acertos da preparação do Time Brasil com serenidade e bom senso. Longe dos projetos megalomaníacos de Comitê Olímpico do Brasil e Ministério do Esporte, a delegação nacional passou distante do objetivo de ser top 10 no quadro geral de medalhas. Quem melhor encarnou a meta ousada foi Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esporte do COB.

“Nós ficamos em 15º em Londres, com 17, queremos saltar para 27. É um salto gigante, mas os Jogos em casa mereciam uma meta arrojada, e por isso esse é o número”, declarou, durante a preparação olímpica, o dirigente, em entrevista à TV Globo.

Não à toa, Freire pediu seu boné tão logo acabou a Olimpíada que teve a conquista de 19 medalhas, ou crescimento de menos de 12% em relação a Londres 2012. Se a meta de 27 pódios tivesse sido alcançada, o incremento seria de quase 60%.

Lamentável que uma boa participação tenha sido apagada por causa de um objetivo irreal. A delegação nacional nunca obteve tanto ouro em uma edição dos Jogos: sete ou crescimento de 133% em relação a Londres.

Para isso, o governo federal investiu cerca de R$ 3 bilhões no último ciclo olímpico. A maior parte dessa verba foi para o alto rendimento, já que não haveria tempo para descoberta de novos atletas a tempo de brigar por medalha em 2016.

Essa verba seria melhor direcionada para colocar o esporte nas escolas. Se isso não formasse atletas, ao menos serviria para combater o sedentarismo, mal que custa R$ 220 bilhões ao mundo por ano, segundo a OMS. Esse pode ser um legado precioso do Rio 2016: tornar o Brasil uma nação verdadeiramente esportiva.


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