Parece que finalmente o naming right do Corinthians irá sair do papel, sair do discurso de cartola falastrão. E isso é bastante animador para o mercado de entretenimento. É um alento em um momento de crise econômica.

A verdade é que, especificamente para o naming right, o Brasil ainda é um ponto de interrogação. Existe resistência da mídia e de parte dos torcedores. E, mais importante, ainda existe a percepção errônea de que o mais importante em um contrato do tipo é o nome de fato, e não o amplo uso de uma estrutura que recebe milhares de pessoas semanalmente.

Hoje, há apenas duas empresas que apostaram no segmento: a Allianz e a Itaipava. É algo diferente do que acontece no mercado de casas de show, por exemplo. Somente em São Paulo, HSBC, Citibank, Bradesco entre outros se espalham.

Com mais uma grande referência, o mercado deve se animar não só pela principal propriedade, mas para as outras possibilidades que uma estrutura moderna de um estádio de futebol novo oferece. Arenas esportivas são o que há de mais próximo de contato com o torcedor, e elas representam poderosas ferramentas de relacionamento. É algo consagrado em mercados desenvolvidos.

Para isso se concretizar, no entanto, é importante que o Corinthians esteja para fechar com uma empresa grande e consistente, que saiba administrar um investimento dessa grandeza. Parece óbvio, mas o acordo fechado entre o clube e a tal da Klar mostra que existem perigos.

A empresa terá que ter maturidade para fazer com que o dinheiro gasto tenha um grande retorno. 


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