Durante todo o Brasileirão ficou um sentimento geral de que, com o excelente primeiro turno do Corinthians, o título já estava decidido. Quem poderia ser seus principais adversários, durante boa parte do torneio, priorizou outras competições, como Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores.

Foi o caso de Palmeiras, Santos, Flamengo, Cruzeiro e Grêmio, com graus variáveis de sucesso em seus objetivos principais. Tal estratégia serviu para que times badalados, como o Palmeiras, saíssem da temporada sem um título sequer. Outros, como Cruzeiro e Grêmio, assegurassem conquistas importantes.

Se o Corinthians mostrou o futebol mais eficiente da temporada, o time gaúcho mostrou o futebol mais bonito. Mas, ao priorizar uma competição em detrimento de outra, o Grêmio perdeu fôlego e pontos importantes com o time misto usado em alguns jogos do Brasileirão. Nosso principal torneio de clubes não parou nem durante as datas Fifa.

Com tais absurdos, o Grêmio completa, na decisão do Mundial de clubes, escandalosos 79 jogos nesta temporada. Considerando que só estreou no ano em 2 de fevereiro, o time entrou em campo uma vez a cada quatro dias. Como comparação, o Real Madrid, seu provável adversário na final, disputou 62 partidas no ano, contando ainda com as férias em julho.

Para 2018, com Copa do Mundo, esse problema irá se agravar. Em que pese a diferença de investimentos entre brasileiros e espanhóis, é de se esperar que ao menos nossos dirigentes sejam capazes de gerir um calendário mais bem elaborado. Do jeito que está, os torneios punem, e não premiam, os clubes mais bem-sucedidos ao longo da temporada.  


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