Um mês após o término dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o governo brasileiro apresentou projeto de reforma curricular em que deixa de ser obrigatória a disciplina de educação física nas escolas do ensino médio.

A proposta é uma ofensa a tudo o que foi defendido pelo país em relação ao projeto de defesa da candidatura olímpica brasileira, lá em 2009.

Não ter mais a obrigação de aprender a educação física nas escolas é ir contra tudo o que já se mostrou eficiente em termos de transformação de um país numa potência esportiva.

Um dos grandes discursos de legado esportivo dos Jogos Olímpicos usado por Londres é o quanto aumentou a prática de outras modalidades além do futebol nas escolas após 2012. Não foi só o Team GB que evoluiu após os Jogos Olímpicos. As escolas passaram a ter mais oferta de prática esportiva e maior interesse em implementar uma cultura mais multitemática no país.

Sofremos, por aqui, de dois males. O primeiro é a ditadura do futebol, que ocupa a maior parte do espaço na mídia e, consequentemente, da audiência e do investimento. O segundo é a falta de ensino, nas escolas, do esporte, algo que seria importante para dar maior bagagem cultural e, assim, ajudar a reduzir o peso do futebol num país tão diverso como é o nosso.

Durante décadas convivemos com escolas com estrutura precária para a prática de atividade física, o que já interfere na nossa transformação.

O que será de nós então sem ensinar esporte?


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