O fato mais retumbante da terça-feira esportiva não foi a goleada da Juventus sobre o Barcelona. Foi um jogo que não ocorreu: Borussia Dortmund x Monaco.

Um ataque ao ônibus do time alemão, que se dirigia ao Signal Iduna Park, em Dortmund, fez o mundo da bola cruzar novamente com o do terror. Houve a detonação de três bombas. Outro artefato foi encontrado nas imediações.

O estrondo assustou o elenco, que se jogou no chão para se proteger. Atingido na mão, o zagueiro Bartra teve que passar por cirurgia para a retirada de estilhaços. Foi o único ferido no incidente. Mas o estrago poderia ter sido mais sério, caso o ônibus não fosse blindado e tivesse os vidros reforçados. A polícia encontrou uma carta próxima ao local do ataque.

Não havia nenhum clima para que o jogo ocorresse, e a partida acabou adiada para hoje. A polícia alemã promete um forte esquema de segurança.

Na Máquina do Esporte, noticiamos o caso como um ataque terrorista. Alguns leitores criticaram o teor da matéria dizendo que avançamos o sinal.

Na imprensa internacional, essa foi a visão de jornais como o New York Times, que relacionou o incidente a recentes atentados de grupos extremistas, como o Estado Islâmico, na França, Bélgica, Reino Unido e, mais recentemente, Suécia.

Também foi a interpretação do El Pais, que afirmou ser essa a segunda vez que o futebol alemão tinha sido vítima de um ataque. O principal jornal espanhol citou as três bombas detonadas na porta do Stade de France, em Saint-Denis, durante amistoso entre França e Alemanha, em novembro de 2015.

Quer queiramos ou não, o terror volta a assombrar o esporte. Grandes aglomerações e eventos midiáticos são um prato cheio para quem quer impor sua visão ao resto do planeta. Cabe aos organizadores repensar a estratégia de segurança de grandes eventos. Ignorar (ou minimizar) o problema pode gerar tragédias futuras.


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