A estratégia do Esporte Interativo para ganhar o mercado de TV paga no Brasil ao ganhar exclusividade nos direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa foi feita tendo como base o bem-sucedido plano da Fox Sports quando entrou no Brasil, em 2012, tendo como trunfo a exclusividade sobre a transmissão da Copa Libertadores.

O EI acredita na força do consumidor para que as operadoras aceitem colocar o canal na programação.

Adotando o discurso de “contra tudo e contra todos”, o canal tenta jogar o consumidor contra as operadoras, fazendo o papel de “coitado” na história. É, a grosso modo, o que fez a Fox em 2012, quando começou a transmissão da Libertadores e os torcedores de Corinthians, Flamengo, Fluminense, Vasco, Santos e Inter não tinham acesso aos jogos.

A diferença é que, para o torcedor, é possível viver sem o Barcelona, mas não sem o seu time do coração.

Por mais forte que seja a entrada do time europeu no Brasil, ele não é imprescindível quanto o clube daqui. E isso fica claro com a dura realidade do Esporte Interativo.

A quantidade de fanáticos que exige assistir todo o torneio é bem menor que o contingente de fãs que buscam ver o seu time de coração na disputa de uma Libertadores. Assim, a maioria dos torcedores se satisfaz em acompanhar uma vez por semana a Liga pela TV aberta.

A dificuldade que o EI vive hoje só prova que o futebol no Brasil ainda é maior que o da Europa por aqui. Não saber isso é não pesquisar antes de fazer um investimento milionário. E muito arriscado.


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