A Conmebol abrirá mão do naming right da Libertadores, e essa parece uma decisão saudável para o momento, de maior maturidade do mercado. Na verdade, existe uma supervalorização de acordos do tipo no Brasil, mas ele nem sempre representa o caminho financeiramente mais vantajoso.

No fim dos anos 1990, quando a Conmebol cedeu o nome da Libertadores à Toyota, eram poucas as empresas interessadas em um negócio do tipo. Fazer uma ativação ao torneio na condição de marca oficial era quase impensável. Por isso, o naming right cobria as necessidades; além de bancar a maior parte da conta.

No entanto, a presença de uma empresa no nome do torneio ofusca os outros parceiros. O caso da Amstel é emblemático: colocar outra companhia na lata de cerveja não faz sentido. Se a Conmebol quer ter meia dúzia de parceiros fortes, não pode aceitar o domínio de uma única marca. E, com vários aportes, a receita aumenta.

A Confederação Sul-Americana não está inventando a roda. Essa é a fórmula consagrada por diversos torneios pelo mundo, da Liga dos Campeões da Europa à NFL. A liga de futebol americano é um bom exemplo de gestão que prioriza patrocínios com ativações focadas no segmento da parceira. Desse modo, a entidade evita a disputa entre patrocinadores e incentiva as ações das marcas.

Caso seja bem-sucedida, a Conmebol poderá ser usada como incentivo aos torneios brasileiros. O maior exemplo é o Campeonato Brasileiro, que vende apenas o naming right, sem outras propriedades para ativação e com receita pouco significativa em patrocínio. Situação idêntica à da Libertadores de 20 anos atrás.

 


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