A forma relativamente rápida como o esporte tem reagido à crise que forçou a uma paralisação histórica de suas atividades mostra que, para superar o momento, a única saída plausível é ter muita criatividade.

Desde a segunda-feira (23), temos nos aproximado ainda mais dos maquinistas da indústria do esporte brasileira em iniciativas para tentar levar o máximo de informação sobre como os executivos de marketing têm encontrado saídas para este momento. E, nas conversas que temos tido, a palavra criatividade é quase sempre mencionada.

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Ser criativo é um processo. Depende muito de intuição, mas é preciso desenvolver uma metodologia para conseguir deixar a mente aberta e pensar de forma mais ousada. A atual situação que enfrentamos é muito boa para que possamos dar mais espaço para a criatividade dentro do nosso trabalho. Afinal, nunca sobrou tanto tempo para a gente pensar como agora.

Na correria do dia a dia do esporte, o tempo que sobra para de fato pensarmos em atender às necessidades do cliente, seja ele torcedor ou patrocinador, é escasso. O esporte exige sempre pensar no próximo jogo, na próxima competição, no evento que chega no próximo final de semana.

No lançamento do podcast "Os Maquinistas", nesta quarta-feira (25), Diogo Kotscho, vice-presidente de comunicação do Orlando City e do Orlando Pride, disse que a maior diferença na rotina de trabalho dentro do clube é que os planos de médio prazo foram abolidos.

Sobra pensar apenas no que será feito naquele dia e no que acontecerá quando as portas das casas voltarem a ser abertas e todos nós sairmos de nossos respectivos confinamentos. Sobra, literalmente, tempo para sermos mais criativos. Não há o jogo para concentrar nossa atenção, então a única alternativa é ir atrás de outras ideias para trazer o fã.

A busca pelo e-Sports é a alternativa mais lógica adotada pelo esporte "real". Mas o maior risco é ela se transformar em apenas uma reprodução daquilo que já existe, ou seja, o fã como mero espectador. O Wolverhampton já indicou um novo caminho para seguir. Nunca foi tão fácil aproximar o torcedor do atleta e, mais do que isso, existe uma grande chance de fazer os dois se enfrentarem em condições de igualdade por meio de um campeonato virtual, seja ele de futebol ou de qualquer outro "joguinho".

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Qualquer crise traz excelentes aprendizados. Para isso, porém, precisamos tirar o foco dela e direcionar o pensamento para adiante. Esse exercício, pelo menos para mim, é o que faz a criatividade aflorar dentro do nosso trabalho. É hora de inventar!


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