Ao que tudo indica, a empolgação com a Arena Corinthians está em queda livre. O clube, apesar de ainda ter boa média de público se considerado o ano inteiro, já não entusiasma os torcedores a seguir até Itaquera para os jogos do Brasileirão.

As últimas três partidas no estádio bateram recordes negativos de público, culminando com as 17.371 pessoas que viram o empate com o Atlético-MG na última rodada do Brasileirão.

A queda de público é acompanhada por dois movimentos. Em primeiro lugar, houve o desmanche do elenco que ganhou o Brasileirão do ano passado. Por circunstâncias, oportunidade de negócios ou necessidade de fazer caixa, o Corinthians vendeu mais de um time, 12 jogadores, desde aquela conquista. Da equipe titular, sobraram só Cássio, Fagner e Uendel. Até o técnico Tite saiu para fazer sucesso na seleção brasileira.

A reposição, se fez o clube economizar em salários, não foi à altura. Marlone, Guilherme, Giovanni Augusto, Balbuena, Vilson, Marquinhos Gabriel e Camacho renderam aquém do que se esperava.

Em segundo lugar, e em decorrência disso, o Corinthians o mau desempenho faz o time correr risco de não ir à Libertadores-17, mesmo com a abertura de duas novas vagas. Ficar fora da competição continental representa mais prejuízo financeiro.

Em campo, o clube também paga um preço alto por uma arena que custou mais de R$ 1,2 bilhão. Sem desempenho, não há torcida. Sem torcedores, não há arrecadação. Sem faturamento, o estádio fica impagável.  Dois anos depois de ser inaugurada, a equação da Arena Corinthians está difícil de ser fechada.


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