Corinthians e São Paulo têm um enorme problema para 2018. Salvo a existência de uma negociação encaminhada, os dois times deverão começar a temporada sem empresas em duas das principais propriedades. E, com pedida alta e mercado desaquecido, certamente terão dificuldade em um momento em que os dois vivem com situação financeira delicada.

Nos dois casos, os contratos anteriores rendiam um valor alto para os clubes. Até o início deste ano, a Caixa pagava R$ 30 milhões ao ano para o Corinthians. Com uma contraproposta que reduzia o investimento mensal, o clube paulista resolveu negar o acordo certo e buscar um novo parceiro no mercado. Conseguiu apenas a Cia do Terno, sem força financeira para um acordo maior.

Agora, terá que enfrentar um mercado que reaquece, mas ainda longe dos tempos de fartura do início da década de 2010. Além disso, o clube já perdeu o tempo de planejamento de marketing das empresas, fundamental para um investimento de mais de R$ 20 milhões. Para piorar, a diretoria da equipe será trocada no segundo mês do ano. Todo o cenário aponta para uma camisa sem máster em 2018.

No São Paulo, a situação é ainda pior. O número de fornecedoras de material é mais limitado, e são poucas as que podem fazer o investimento esperado, de R$ 15 milhões. As marcas com essa força, como Nike e Adidas, já estão posicionadas no futebol e sem o anseio de crescimento vivido no período anterior à Copa do Mundo.

Assim como aconteceu com a Under Armour, o São Paulo terá que torcer por uma marca entrante ou por alguma grande mudança no mercado para manter o faturamento. Situação nada confortável.


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