O segundo semestre de 2018 vai ficar marcado pelo início da popularização das transmissões por streaming no mundo. Depois de se solidificar nos Estados Unidos, o evento ao vivo transmitido por dados começará a chegar ao público em geral com mais força em outros grandes mercados.

E isso leva a uma necessidade de adaptação do próprio fã. Nos EUA, já virou comum usar a Smart TV para assistir a jogos no streaming. Nos outros mercados, o fã comum ainda não consegue entender que a “telona” da TV pode ser usada para ver os jogos. O streaming não é exclusividade de aparelhos celulares, tablets ou notebooks.

A revolta de britânicos com a transmissão da Amazon do Aberto dos EUA de tênis mostra que não é só por aqui que as pessoas não conseguem entender direito o funcionamento da plataforma digital. É preciso ter boa qualidade de internet, o celular mais antigo muitas vezes trava por falta de capacidade de rodar a imagem, o roteador de wi-fi não pode ter muita interferência durante o período de um jogo e por aí vai.

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Em resumo, é preciso que o fã saiba como usar o streaming para que ele seja de fato um novo meio de consumo de eventos esportivos ao vivo tão bom quanto a TV. Analogamente, seria o mesmo que o torcedor usar uma TV branco e preto para querer assistir a um jogo na TV a cabo hoje em dia e reclamar da sua emissora.

Enquanto o torcedor não se adequa a essa nova realidade, as empresas de mídia vão tentando atender ao desejo do consumidor. Nesta última quinta-feira (30), por exemplo, a Turner decidiu fazer duas transmissões diferentes do sorteio dos grupos da Liga dos Campeões da Europa. No canal TNT, a emissora recorreu a uma transmissão tradicional de televisão. Já em sua página no Facebook, usou uma linguagem mais típica de internet para explicar o sorteio dos grupos ao torcedor via celular.

O streaming é, mesmo que à força, uma realidade. Seja na Inglaterra ou por aqui, o torcedor precisa começar a entender de que forma ele precisa se adaptar a esse meio. Não adianta criticar o fornecedor do serviço se a pessoa não tiver em casa a tecnologia necessária para ter uma boa qualidade de imagem para assistir à partida.

Pelo que mostram as primeiras reações do público ao streaming em novos mercados, os veículos de mídia parecem ter chegado antes dos consumidores na era da transmissão ao vivo pela internet. O esporte também precisa pesar esse fator na hora em que for mergulhar de cabeça no universo do streaming.


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