É surreal o quanto a Caixa é maltratada no futebol brasileiro. A última novidade foi noticiada pelo jornal “O Globo”, na quinta-feira (1): a diretoria do Vasco se reuniu com a empresa para tentar um novo contrato. No início do ano, o clube havia desprezado a renovação e soltou uma nota oficial para afirmar que tinha um novo parceiro. O patrocínio seria de uma suposta marca da indústria farmacêutica, uma empresa que não existe e, aparentemente, não existirá.

O resultado das negociações, que a Máquina do Esporte tomou como medida editorial divulgar apenas após a oficialização, foi o esperado: o dinheiro nunca chegou, e o dono da companhia sumiu. Infelizmente, casos como esse já se tornaram recorrentes no futebol brasileiro. Uma vergonha.

O problema é sobrar para a empresa que mais investe no segmento, aquela que deveria ser a parceira mais valorizada. Somente no Rio de Janeiro, o Vasco foi o segundo time a menosprezar o acordo para apostar em uma marca que nem existe no mercado; no Flamengo, a Carabao não teve força para manter o acordo assinado. Em São Paulo, o Corinthians chegou a adotar o discurso oficial de que não haveria interesse na renovação com o banco pelo excesso de contrapartidas.

O baixo nível de profissionalismo é uma realidade esperada dentro das equipes, mas não na Caixa. Na ânsia de dominar o futebol, a empresa aceita condições que não deveria aceitar. A construção da imagem da marca passa pela percepção de liderança, de protagonismo. A empresa tem que ser sempre prioridade de seus parceiros no futebol, com todas as ativações que ela tem direito. Quem preteri-la, tem que ter certeza de que corre algum risco.


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