O Paraná teve uma bela ideia para unir duas necessidades do clube: se aproximar ainda mais do torcedor e arrecadar mais. Normalmente, os dois fatores estão conectados, mas eles sempre se perdem quando a questão é o preço do ingresso. Não há carinho que resista a um tíquete demasiadamente caro.

A questão é simples e bastante repetida neste espaço: o torcedor brasileiro é bastante sensível a precificação do ingresso. Neste ano, mais uma vez o São Paulo colocou isso na prática, com ingressos baixos e estádio lotado. A cada promoção pelo país, as arenas enchem. E fica muito claro: para a maioria dos clubes, boa média de público é insustentável com o preço mínimo estabelecido pela CBF, de R$ 40.

Possivelmente, se o Paraná subisse o preço do jogo contra o Boa Esporte, no sábado, teria duas consequências, mesmo com uma bilheteria alta: não teria o estádio lotado e teria irritado parte de seus torcedores, aqueles que acompanharam a equipe nos piores momentos.

A ação “Quanto vale?” driblou tudo isso. O vídeo lançado, com direito até a referências aos ‘cavalinhos’ do Fantástico, mexe com o orgulho de um time colocado em segundo plano na última década. E difícil o torcedor assistir ao filme e ficar indiferente ao chamado do clube.

À Máquina do Esporte, o vice-presidente do Paraná, Christian Knaut, deixou claro a dificuldade financeira vivida pelo clube e a importância da bilheteria para arcar com os vencimentos do time. Faturar alto neste momento de festa é uma necessidade impossível de ser ignorada.

Até porque, em 2018, os ingressos serão mais altos, e a festa dificilmente será tão grandiosa. 


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