A Adidas teve um 2018 para ser comemorado. A marca alemã divulgou números do ano passado nesta quarta-feira (13) e revelou que aumentou seu volume de negócios para quase € 22 bilhões no ano passado, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. O lucro subiu impressionantes 45% por conta dos impactos negativos que a reforma fiscal de Donald Trump haviam imposto à marca em 2017.

Foto: Reprodução / Twitter (@adidas)

De acordo com a Adidas, os números só foram alcançados pelo crescimento da companhia em dois mercados específicos: América do Norte, em especial os EUA, e Ásia. As vendas na América do Norte chegaram a quase € 4,7 bilhões, aumento de 10%, enquanto na Ásia-Pacífico foram a mais de € 7,1 bilhões, com um aumento de 12%. O destaque asiático ficou por conta da China, que proporcionou um crescimento de 23% no volume de negócios.

Há, no entanto, notícias não tão boas para a fabricante alemã. Em casa, na Europa, as vendas diminuíram para € 5,9 bilhões, 1% a menos que no ano anterior. Na América Latina, a queda foi mais drástica, com 14% a menos nas vendas, que alcançaram "apenas" € 1,63 bilhão. Houve diminuição também nos países emergentes, com € 1,44 bilhão, 12% a menos em relação a 2017.

"Nossos esforços foram refletidos no balanço econômico de 2018, que alcançou vendas recordes. Ter um melhor investimento em nossas marcas e controlar todos os nossos custos resultaram em um lucro que cresceu seis vezes mais rápido neste ano que passou", afirmou Kasper Rorsted, CEO da Adidas.

Por segmento, o setor de calçados foi confirmado como carro-chefe da companhia, com uma receita de quase € 12,8 bilhões, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. No entanto, o setor de equipamentos esportivos foi o que teve maior taxa de crescimento, com vendas de € 8,2 bilhões e um aumento de 6%.

Para 2019, a fabricante alemã espera crescer entre 5% e 8%, embora conte também com uma queda no consumo nos EUA, por questões não divulgadas, o que deve obrigar as outras regiões a alavancarem suas vendas. A marca pretende expandir a estratégia de e-commerce, que atualmente atinge pouco mais de 40 países, e também aumentar o número de pontos de vendas que, hoje, estão na casa dos 150 mil.


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