O adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021, confirmado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na manhã desta terça-feira (24), gerou um certo alívio aos patrocinadores que pertencem ao programa TOP do comitê. No grupo formado por marcas globais e que têm um histórico de longo relacionamento com o evento, o adiamento ajudará no planejamento do que vão fazer para o consumidor em um mundo menos afetado pela pandemia do coronavírus.

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Logo após o comunicado divulgado pelo COI, as empresas foram consultadas e se limitaram a reiterar todo suporte para a entidade e o evento por meio de comunicados. Quase todos seguiram a mesma linha, afirmando que entendiam o adiamento e manteriam o suporte ao movimento olímpico mesmo assim.

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Informalmente, a Máquina do Esporte conversou com executivos de algumas dessas empresas patrocinadoras. Todos confirmaram que o adiamento, mais do que ser o mais sensato, auxiliava também nos planos de marketing de cada uma.

Por conta da pandemia do cornavírus, havia grande receio das marcas em realizar qualquer ação para os Jogos em meio a um cenário de incerteza global, em que o foco estaria em muitas outras coisas, com o evento sendo relegado a um segundo plano. Geralmente, as ações dos patrocinadores começam cerca de quatro meses do início dos Jogos. Foi exatamente nesse ponto que o adiamento foi confirmado.

Dois dos patrocinadores TOP do COI foram mais enfáticos ao afirmar que o adiamento pode ajudar na própria promoção do evento: Intel e Bridgestone.

"Estamos nos preparando para uma série de contingências e continuamos comprometidos em fornecer nossa tecnologia e inovação, além de aproveitar qualquer tempo adicional que temos para garantir a melhor experiência para os Jogos quando acontecerem e melhorar o valor que eles têm para a Intel", declarou a Intel.

Já a Bridgestone havia dito, em comunicado divulgado pela Reuters no início da semana, antes da definição do COI e do governo japonês, que um adiamento levaria a empresa a "encontrar soluções criativas" para trabalhar o patrocínio.

Apesar do fôlego que o adiamento dá para as empresas, o Japão sofrerá bastante com a não-realização da Olimpíada e da Paralimpíada este ano. A expectativa é de que os torcedores trariam US$ 2,3 bilhões para a economia japonesa. A recessão que se aproxima por conta da quarentena forçada das pessoas em 2020 pode jogar para baixo a projeção no ano que vem. O cenário, porém, não é claro.


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