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SEGUNDA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO DE 2009 - 09h44
 
Sustentabilidade orienta projetos da Copa

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O custo para construção ou reforma das arenas é uma preocupação no Brasil antes mesmo de o país ter sido confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014. Contudo, essa discussão não abarca todos os pontos necessários para o debate. Mais do que saber o volume de dinheiro investido naquela obra, é importante ter uma noção do quanto ela vai consumir posteriormente e como isso vai se pagar.

"O exemplo é claro: se eu colocar uma janela a mais, posso diminuir algumas lâmpadas. Eu preciso pensar se isso vale a pena durante a fase do projeto, porque eu não vou poder colocar uma janela depois que o prédio estiver pronto para tentar diminuir a conta de luz", disse Carlos Rossin, gerente sênior da consultoria PricewaterhouseCoopers.

Rossin foi um dos palestrantes do seminário de infraestrutura da Câmara Oficial Española de Comercio en Brasil, que teve como tema a Copa do Mundo de 2014. Ele participou de um painel que falou sobre sustentabilidade relacionada à competição e como isso deve preocupar a população nos anos que precedem o evento.

"O green goal é um conceito que começou a ser aplicado em Copas em 2006, na Alemanha. Para a África do Sul, no ano que vem, já temos 41 projetos relacionados à questão ambiental. A tendência é que isso se fortaleça ainda mais no Brasil", explicou Rossin.

A experiência do executivo mostra o quanto a preocupação ambiental é uma questão estratégica para a gestão, muito mais do que um discurso inerente à moda do politicamente correto. Na PwC, Rossin participou do processo de incorporação da Sustainable Finance Limited (SFL), consultoria em sustentabilidade especializada no mercado financeiro.

Anteriormente, a SFL havia desenvolvido os "princípios do Equador", conjunto de normas que servem como guia para empresas financeiras dispostas a avaliar e gerenciar o risco ambiental de suas ações. A companhia também havia participado da elaboração do "carbon principles", relatório criado nos Estados Unidos para analisar os riscos da emissão de carbono no financiamento de projetos de energia elétrica.

A SFL foi uma forma de a PwC mostrar o tamanho de sua preocupação com os dilemas ambientais e de sustentabilidade. Com isso, a consultoria apostou em uma ampliação no leque de segmentos de seu trabalho - questões como mudanças climáticas, impacto ambiental e gastos energéticos passaram a ser fundamentais na concepção dos projetos.

"Quando as pessoas falam em sustentabilidade em uma construção ou reforma, pensam logo em um prédio que compense os danos ambientais causados na construção. Só que também é preciso considerar o ciclo de vida dessa construção. Isso é muito relevante. Se você faz uma obra para durar 50 anos, é importante pensar no quanto ela vai consumir de energia e como ela pode se integrar em um projeto de crescimento da região", disse Rossin. A PwC ofereceu consultoria a algumas das cidades escolhidas como sede da Copa do Mundo de 2014, como Natal.





       
 
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