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QUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2009 - 17h11
 
Sem chance, Renault pretende ficar na F-1

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Jean-François Caubet, diretor-geral da Renault, foi taxativo em entrevista ao jornal francês "L'Équipe": sua equipe não terá condições de brigar pelo título de construtores na próxima temporada da Fórmula 1. Apesar da análise pessimista, a entrevista serviu para transmitir uma boa notícia aos aficionados pelo time. De forma igualmente incisiva, o dirigente desmentiu rumores sobre a saída da montadora da categoria.

Especulações sobre a saída da Renault ganharam força nesta quarta-feira, depois de a Toyota ter anunciado que não continuaria na categoria em 2010. Nesta tarde, a montadora francesa realizou reunião extraordinária para falar sobre o futuro da equipe.

Diante disso, Caubet procurou tranquilizar os torcedores. "Contratamos nossos pilotos, aprovamos o orçamento e estamos inscritos no Mundial. Já começamos a trabalhar. A temporada 2010 já começou para nós", disse o dirigente ao jornal francês.

O problema é o nível em que a permanência na Fórmula 1 acontecerá. Caubet admitiu que a Renault não deve ser uma das forças do próximo ano, sobretudo porque a equipe passará por uma readequação de cultura: "Não vamos ser campeões, mas trabalharemos para subir. Temos o exemplo de 2002, quando demos início a um projeto que chegou ao topo com o título de 2005".

As mudanças no projeto da Renault são uma reação da equipe à saída de Flavio Briatore, que era chefe da equipe até este ano. Ele foi um dos pivôs do escândalo deflagrado pelo brasileiro Nelsinho Piquet, que revelou ter sido orientado pelo dirigente a bater de propósito em uma corrida de 2008 para favorecer o espanhol Fernando Alonso, seu companheiro de equipe na época.





       
 
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