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QUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2009 - 09h18
 
Situação econômica faz Toyota deixar F-1

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Em comunicado oficial distribuído à imprensa nesta quarta-feira, a Toyota anunciou sua saída imediata da Fórmula 1. A justificativa dada pela montadora japonesa é a situação econômica - apesar de a FIA ter instituído um teto orçamentário de 40 milhões de libras (R$ 114,7 milhões) para a próxima temporada, pesou o fato de a empresa ter registrado em março deste ano o primeiro prejuízo operacional.

"Essa foi uma decisão difícil, mas finalmente inevitável. Desde o ano passado com os efeitos da crise econômica, lutamos bastante para continuarmos na Fórmula 1. Estamos saindo da F-1 completamente. Ofereço minhas desculpas aos muitos torcedores da Toyota por não termos sido capazes de alcançar os resultados que queríamos", disse o presidente da Toyota, Akio Toyoda.

Além de retirar do grid a equipe que tem seu nome, a Toyota deixará de fornecer motores para a escuderia Williams um ano do término oficial do contrato. Curiosamente, a saída da empresa japonesa acontece um ano depois de a conterrânea Honda ter tomado decisão semelhante - a Brawn GP, campeã de construtores e pilotos neste ano, surgiu a partir do espólio desse time.

A Toyota esteve na Fórmula 1 entre 2002 e 2009, com três poles positions e 13 pódios. Neste ano, terminou a temporada da Fórmula 1 na quinta posição entre os construtores, com dois segundos lugares e 59,5 pontos.

Com a saída, a Fórmula 1 tem 12 equipes confirmadas para a próxima temporada: Ferrari, McLaren, Brawn GP, Williams, Renault, Red Bull, Toro Rosso, Force India, Lotus, USF1, Manor e Campos. Ainda existe a possibilidade de o time formado pelo grupo de investidores Qadbak, que comprou o espólio da BMW, passar a fazer parte da lista.

Assim como a Toyota, a BMW encerrou neste ano a participação na Fórmula 1. A diferença é que a empresa alemã havia anunciado em julho que não pretendia continuar na categoria. Essas decisões colocam em xeque a participação de grandes montadoras na competição - as sobreviventes são Ferrari, Renault e Mercedes, que controla parte das ações da McLaren.



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