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SEXTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2009
 
Izael Sinem Júnior
Formado em administração, executivo ocupa diretoria de comunicação e serviços de marketing da Nestlé desde 2007
Clique aqui para conhecer melhor o entrevistado

Entrevista: Izael Sinem Júnior

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em São Paulo


O vôlei de Osasco viveu um momento conturbado em abril deste ano, quando o Bradesco decidiu que o Finasa, empresa ligada ao grupo, deixaria de apoiar a modalidade. Houve um período de indefinição até que um grupo de empresários da região decidiu custear a manutenção do elenco. Eles fizeram isso por quatro meses, mas não teriam como manter a operação por toda a temporada 2009/2010. Então surgiu a Nestlé.

A companhia do setor alimentício acertou com Osasco em agosto para ser a nova patrocinadora da equipe. Decidiu custear toda a operação do vôlei na região, assim como o Finasa fazia. A única baixa no elenco foi a ponteira Paula Pequeno, que acertou com o Zarechie Odintsovo, da Rússia. Em contrapartida, a equipe contratou Jaqueline, também da seleção brasileira.

A manutenção do elenco, porém, encerra as coisas que permanecerão inalteradas no Osasco. O patrocínio da Nestlé mudou as cores da equipe, que trocou o vermelho por laranja e azul, e vai acrescentar a marca Sollys, de produtos de soja, ao nome do time.

Além disso, a Nestlé está redecorando e revestindo o ginásio José Liberatti, que será uma das armas da empresa nessa nova empreitada no vôlei - o planejamento de ativação e mídia ainda é tratado com sigilo pela empresa.

Todas as ações estão sendo projetadas para coroar o retorno da Nestlé ao vôlei. A marca investiu fortemente na modalidade durante a década de 1990, quando o time mantido pela marca conquistou três vezes a Superliga (1994/1995, 1995/1996 e 1996/1997).

A Nestlé começou no vôlei em Sorocaba, em 1993, com a marca Leite Moça. Mudou para Jundiaí em 1996, quando também trocou a nomenclatura para Leites Nestlé. Agora aposta na modalidade para fazer a marca Sollys, criada há dois anos, chegar à liderança entre os produtos de soja.

"Nós já tivemos uma parceria de muito êxito o vôlei usando a marca Leite Moça, depois com Leites Nestlé. Decidimos usar a Sollys porque tem um posicionamento que traduz o que é a Nestlé no mundo, que é um trinômio de nutrição, saúde e bem estar. A marca diz tudo isso", disse Izael Sinem Júnior, diretor de comunicação e serviços de marketing da empresa.

No bate-papo realizado na sede da empresa, durante evento de apresentação da Nestlé como patrocinadora do vôlei de Osasco, Sinem Júnior mostrou o quanto o esporte é importante para o planejamento da marca e o quanto está alinhado com suas metas. Também reforçou o valor da experiência anterior na modalidade, com a qual está comprometido inicialmente apenas por uma temporada.

Leia a íntegra da entrevista a seguir:

Máquina do Esporte: Qual o peso que a experiência anterior da empresa no vôlei tem para esse projeto?
Izael Sinem Júnior:
Estamos mais tranquilos e mais informados, sem dúvida alguma. Ficamos afastados por algum tempo, mas conhecemos o vôlei porque já tivemos uma experiência vitoriosa. O que mudou é que naquele momento o esporte ainda ao tinha acumulado tantas vitórias e tanta exposição.

ME: Mas se o mercado e a experiência são tão positivos, por que vocês decidiram voltar ao vôlei somente agora, dez anos depois?
ISJ:
Nós estamos juntos do esporte não é de agora. Tivemos essa passagem vitoriosa pelo vôlei, mas nunca deixamos de investir na área. Nunca nos afastamos do esporte, mas do vôlei. Agora surgiu uma oportunidade, e unir nossa marca a um time de ponta como o Osasco faz todo o sentido dentro do planejamento da empresa.

ME: Por que vocês escolheram a marca Sollys?
ISJ:
Nós já tivemos uma parceria de muito êxito o vôlei usando a marca Leite Moça, depois com Leites Nestlé. Decidimos usar a Sollys porque tem um posicionamento que traduz o que é a Nestlé no mundo, que é um trinômio de nutrição, saúde e bem estar. A marca diz tudo isso.

ME: Quais são os objetivos da Nestlé para a Sollys?
ISJ:
A Sollys é uma marca com apenas dois anos de vida, relativamente nova, mas nós temos planos para ganhar mercado rapidamente. A Nestlé tem predileção por liderança, não gosta de ser segundo. É isso que vamos buscar para a equipe e para a marca. Estamos entrando em um mercado maduro, com marcas consolidadas, mas queremos o topo. Se isso acontecer em três anos, bárbaro. Se acontecer em cinco, paciência.

ME: Como vocês vão fazer a ativação desse patrocínio?
ISJ:
O esporte representa valores muito importantes para a marca de soja, que tem muito potencial nutricional e baixo valor calórico, e é isso que nós pretendemos trabalhar. Nós atualmente estamos redecorando e revestindo o ginásio, trabalhando essa identidade visual. Vamos fazer várias coisas com o público, principalmente nos jogos, mas isso ainda não pode ser revelado.

ME: Essas ações seguirão o padrão que a Nestlé usava na experiência passada no vôlei?
ISJ:
A gente sempre aprende, mas eu não posso falar especificamente sobre a ativação.

ME: E a mídia, como vai ser usada para potencializar a parceria? Qual vai ser o papel das novas mídias sociais nesse processo?
ISJ:
A Nestlé sempre procurou usar formas inovadoras para se comunicar com seus clientes e não vai ser diferente agora. Mas eu também não posso falar sobre o plano de mídia especificamente.

ME: Qual vai ser o investimento da Nestlé o vôlei de Osasco?
ISJ:
Nós não falamos em valores de projeto, mas posso dizer que isso está incluído no planejamento de marketing total da companhia para este ano, que está entre R$ 350 milhões e R$ 370 milhões.

ME: A fixação de marcas em patrocínios como esse costuma depender de ações de longo prazo, mas vocês só assinaram por uma temporada. Por quê?
ISJ:
Nosso foco agora é a temporada 2009/2010, mas é claro que nosso pensamento está no longo prazo. Temos certeza de que essa vai ser uma parceria muito duradoura.

ME: O patrocínio ao vôlei de Osasco ainda representa um contra-ataque a uma marca rival no segmento. Recentemente, a Unilever deixou de usar Rexona e Ades em sua equipe e adotou o nome da companhia. Essa decisão teve algum impacto no planejamento de vocês?
ISJ:
De forma alguma.

ME: Mudando de assunto, a Nestlé já patrocina o Campeonato Brasileiro de futebol desde 2005. O que mudou na parceria nesse período?
ISJ:
Ah, sempre estamos procurando uma forma de evoluir e tornar o projeto mais acessível. Antes trabalhávamos com cartas, mas hoje o torcedor nem sabe onde comprar selos. Portanto, usamos um código único nas embalagens. A Nestlé é uma das companhias que mais priorizam a inovação, e com o futebol não é diferente.

ME: Qual a importância do futebol no plano de patrocínios de vocês?
ISJ:
Nós temos conseguido um retorno excelente com essa promoção. Fizemos algo voltado para a família, e a Nestlé tem identificação grande com a família.

ME: Vocês também patrocinam outras modalidades, como esportes radicais. Qual é o limite para a atuação da Nestlé?
ISJ:
Nós entendemos a força que o esporte tem. É uma plataforma que representa muitos valores importantes para nossos produtos. Sempre estivemos juntos do esporte e pretendemos manter essa perspectiva sempre que tivermos bons projetos.



     
 
 
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