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Mauricio Fragata
Sócio da Fragata Marketing de Entretenimento, é formado em Educação Física e pós-graduado em marketing pela ESPM-SP

A saída para o esporte no Brasil

Temos visto nos últimos tempos uma série de matérias e reportagens sobre os problemas que o vôlei vem enfrentando com a debandada de patrocinadores. O basquete há muito está num lamaçal por conta das gestões (foram mais de uma) desorientadas, péssimas administrativamente. O mesmo ocorre com outras modalidades como tênis, ginástica, ciclismo, boxe, etc.

Por quê? Existe uma saída? Qual seria? Existem várias formas de encarar o problema.

O primeiro: a TV (em especial a Globo e o Sportv) jamais falará o nome dos patrocinadores, desde que eles sejam nomes de equipes.

Segundo: é bom entender de uma vez por todas que o esporte que quiser sobreviver tem que estar na mídia, caso contrário estará fadado a morrer.

Terceiro: é melhor ter sua marca exposta (existem pesquisas que comprovam isso) numa TV de grande audiência do que o nome da empresa falado em uma emissora com quase nenhuma repercussão.

O que acontece é que as empresas não estão preparadas para patrocinar esportes. Elas querem retorno imediato e muitas vezes o querem somente com o aporte do patrocínio em si, sem fazer ativação. A visão é muito limitada. Patrocínio esportivo é para ser feito com planejamento. E de médio a longo prazo.

Do lado dos gestores esportivos já vi muita gente vendendo para as empresas propriedade, promessas, visibilidades e retornos que não são verdadeiros.

Qual a saída? Existem algumas, e todas passam pela profissionalização da administração esportiva. Mas vamos às principais delas:

1) Os clubes de futebol apoiarem mais as demais modalidades (algo que ainda é muito difícil acontecer, já que os clubes mal têm um orçamento para administrar corretamente a modalidade do futebol);

2) As prefeituras sediarem algumas modalidades. Isso já é feito em algumas cidades e em alguns esportes, porém a ideia aqui é que a cidade entre com a estrutura, e a equipe tenha seus patrocinadores. Em contrapartida, a equipe oferece projetos esportivo-sociais à cidade;

3) Desporto escolar (Escolas e Universidades serem a mola propulsora das modalidades). Aqui o modelo americano pode ser usado como exemplo. Além de se ter “torcedores” para as universidades (os próprios alunos, o que não acontece com empresas, no caso do vôlei), ela pode ter equipe de alto rendimento enquanto a escola pode ser a base.

Mas o mais importante é que os empresários e executivos de empresas patrocinadoras devem abrir a mente (e os olhos) para o negócio do esporte no Brasil. E os gestores esportivos, presidentes de clubes, federações e confederações deixarem o amadorismo de lado e começarem a pensar no fuutro das suas modalidades daqui a dez ou 15 anos.



     
 
 
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