Boletim de notícias sobre negócios do esporte. Digite seu e-mail abaixo para se cadastrar:
Digite a palavra no campo abaixo:
 
  
26/11 | Laboratório Teuto renova com Brasileirão
26/11 | Eurobike patrocina Di Grassi no kart
26/11 | ESPN exibirá Copa nos EUA em português
26/11 | Santos amplia licenciados com livros
26/11 | Coritiba quer mudar calção e tira Lupo
25/11 | Band transmitirá Mundial de Clubes
25/11 | UCL "cai" e marca 2,5 pontos na Gazeta
25/11 | Natal terá pós em gestão e mkt do esporte
25/11 | CBF apresentará Volkswagen nesta 5ª

© Copyright 2008 - Máquina do Esporte.
Todos os direitos reservados.

  
 
Erich Beting
Idealizador da Máquina do Esporte, é também comentarista do canal de TV BandSports e professor e palestrante em cursos de marketing esportivo

Made in China

Que a China decidiu conquistar o mundo praticamente todo o mundo já sabe. O país que é hoje a maior fábrica de qualquer produto que você possa imaginar vem trabalhando há quase duas décadas para se tornar a maior potência mundial, destronando os Estados Unidos do pódio.

Só que agora fica claro que a China decidiu trilhar esse caminho de excelência em tudo o que faz também no esporte. Os Jogos Olímpicos em Pequim já deram mostras de como os chineses vão se posicionar em relação ao restante do mundo.

Mas o curioso é que, se pensamos que os Jogos seriam a vitrine para espalhar a visão de uma China mais ocidentalizada e capitalista, nos enganamos redondamente. Para os chineses, não bastam vencerem apenas no maior evento esportivo do planeta.

Na semana passada isso ficou claro na disputa da primeira prova da Superleague Formula, competição que reúne equipes que representam clubes de futebol de todo o mundo. E entre os tradicionais Milan, Porto, Liverpool, Flamengo, Corinthians e Galatasaray, surge meio que perdido o Beijing Guoan, de Pequim.

Time sem qualquer tradição no futebol, mas que por ser o único representante de uma nação de 1,3 bilhão de pessoas, tem de ser presença obrigatória numa categoria que pretende se tornar a mais importante do automobilismo atrás da Fórmula 1.

Só que a surpresa é ver, na primeira prova da categoria, o carro verde e amarelo do Beijing cruzar em primeiro a linha de chegada. Depois, por conta do regulamento, o possante chinês largou na última colocação na segunda corrida do dia. Terminou em sexto lugar. Resultado: os chineses lideram o campeonato até agora, com 79 pontos conquistados em cem possíveis.

Tal como havia sido nos Jogos de Pequim, quando liderou e reinou absoluta no quadro de medalhas, a China parece que agora, tendo uma equipe para competir, vai sempre buscar a liderança. O alto rendimento esportivo faz parte, obrigatoriamente, do processo de dominação mundial que a China decidiu se impor desde que voltou a se abrir para o mundo.

A estratégia não é nova, obviamente. Hitler tentou se apoderar dos Jogos de Berlim, em 1936, para mostrar a hegemonia da raça ariana. Os planos deram com os burros n’água graças aos negros americanos, especialmente Jesse Owens. Mussolini usou as Copas de 1934 e 38 para mostrar a força do povo italiano. As ditaduras de Brasil e Argentina, nos anos 70, se apoiaram no sucesso esportivo para mostrar os “benefícios” de seus regimes.

O curioso é que a China, nesse processo, não mede esforços para investir na formação de talentos. Os chineses são incentivados, desde o berço, a praticar esporte sempre visando a alta competição, o rendimento máximo.

Se, recentemente, virou quase que regra no mercado os produtos serem “Made in China”, agora parece que o esporte se prepara para a entrada da era de domínio chinês. Será difícil encontrar modalidade em que a medalha ou o troféu não vão para a China. Afinal, o esporte é a mais eficiente ferramenta para mostrar o sucesso de uma nação.



     
 
 
Código de ética
Problema de imagem
Exagero olímpico
Começo avassalador
Notícia x Negócio
Ídolos de vidro
Carência nacional
Nintendo Wii em Londres-2012
E se fosse no Brasil?
Entre carros e cestas

 


Mauricio Fragata
Pedro Pires
  

 
© Copyright 2008 - Máquina do Esporte. Todos os direitos reservados.