“Diretor de marketing da AGF Seguros diz que empresa tem o esporte como forma mais barata para atingir público-alvo”

Luis Guilherme Sanchez Prates
Foto Luis Guilherme Sanchez Prates

Aos 38 anos, Luis Guilherme Sanchez Prates já foi atleta profissional e agora é executivo de um dos maiores grupos de seguros do mundo. Diretor comercial, responsável pelas áreas de marketing e vendas da AGF Seguros, Prates se formou em engenharia de produção pela PUC-RJ após encerrar a carreira como jogador de pólo aquático, aos 24 anos de idade e como campeão sul-americano. "Encerrei muito cedo porque percebi que o esporte não me daria um futuro consistente", afirma o executivo. A carreira no pólo começou ainda na adolescência, pelo Fluminense, do Rio de Janeiro. Depois, aos 15 anos, Prates foi defender o Flamengo, seu time do coração. No clube carioca, foi convocado para a seleção brasileira juvenil, onde sagrou-se campeão de dois sul-americanos. Pouco antes de completar 18 anos, foi convocado para defender a seleção adulta do Brasil. Lá, venceu mais dois sul-americanos e ainda foi artilheiro da competição continental, em 1988. No final, disputou ainda quatro mundiais, dois pré-mundiais e um pré-olímpico. Na época de ouro na seleção, Prates recusou "por imaturidade", como gosta de frisar, um convite para uma bolsa de estudos na UCLA, em Los Angeles. E, aos 24 anos, em 1992, decidiu encerrar a carreira de alteta para então ingressar na área de engenharia. Formou-se na PUC-RJ e concorreu para uma vaga de trainee na Brahma. Passou e, quando ia começar o programa, desistiu para fazer o trainee em outra empresa, a Souza Cruz. Na companhia de tabaco, iniciou uma carreira em vendas. Foi diretor de vendas no Rio e depois na Inglaterra, quando o pólo aquático voltou a sua vida. "Quando fui trabalhar na Inglaterra, tornei-me campeão inglês. Joguei pelo politécnico em 95 e fui campeão britânico. É um título que o príncipe William quer e não tem", gaba-se. De volta ao Brasil, passou a ser gerente de promoções da Souza Cruz, cuidando dos patrocínios esportivos e atividades promocionais da companhia. A partir dessa ligação direta com a área de marketing, começou a voltar suas atividades para a comunicação. Foi diretor de marketing e vendas da Fininvest, sócio de um projeto de internet, diretor comercial da Contax, empresa de telemarketing ligada à Telemar, diretor comercial da Prosegur, e ainda, segundo mesmo diz, tentou cuidar "da reestruturação de uma indústria na área metalúrgica, que foi mal-sucedida". Em 8 de novembro de 2004 assumiu a área de marketing e vendas da AGF, ocupando o cargo de diretor comercial.


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Faturou o Palmeiras nos quatro primeiros meses deste ano; valor é R$ 39,5 milhões maior em relação a 2016.

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