Mais de dois meses após o rompimento com a Kyocera, o Atlético Paranaense segue com a vaga de patrocinador principal em aberto. Na contramão do mercado, porém, o clube não tem pressa para definir seu novo parceiro para o restante da temporada de 2008. A demora se deve, principalmente, ao farto leque de opções disponíveis e à posição ?inflexível? do clube de negociar dentro das suas condições, sem ceder à pressão financeira que ronda o futebol brasileiro. ?Renovamos com Umbro e HDI Seguros recentemente. Nós temos estratégia e valores definidos para esse novo contrato. Enquanto isso, vamos negociando. Já tivemos várias conversas com empresas nacionais e internacionais. Estamos tranqüilos?, afirma Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético, sem revelar as cifras pretendidas pelo clube. ?Os valores só serão revelados nos balanços [financeiros]. Nossa idéia, é claro, é valorizar o nosso produto sempre?, completa. Pelo acordo anterior, o Atlético faturava R$ 5 milhões por ano. Não há prazo para que o novo contrato seja fechado. Holzmann, no entanto, destaca que a parceria será concretizada ainda nesta temporada. E ainda pode vir em dose dupla, já que o clube pode vender o espaço na camisa separadamente dos ?naming rigths?. ?Quando nós negociamos com a Kyocera, a idéia era apenas batizar a Arena da Baixada. Por fim, eles acabaram ficando as duas coisas. Portanto, não estamos bloqueados para nada?, diz o executivo. À espera do novo patrocinador, o Atlético Paranaense ligou o ?stand by? também para a definição sobre a cobrança às rádios para a transmissão dos jogos do time no Campeonato Brasileiro. A polêmica taxa de R$ 15 mil por partida (R$ 436 mil pelo pacote do torneio) foi vetada pela Justiça. O clube, contudo, recorreu da decisão. ?Continuamos firmes no propósito de fazer a cobrança. O caso está no departamento jurídico e esperamos um bom resultado?, conclui Holzmann.


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