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Você acha que o novo sistema tributário criado nos Estados Unidos poderia influenciar nas contas de um clube de futebol inglês considerado um dos maiores do mundo? Pois é. Não só poderia como influenciou. E muito. As informações são do jornal britânico The Telegraph.

De acordo com a publicação, a reforma fiscal feita pelo presidente norte-americano Donald Trump causou um prejuízo de 21,1 milhões de libras nas contas do Manchester United. A explicação é simples: o clube inglês faz parte do patrimônio da família Glazer, que é norte-americana.

Segundo o The Telegraph, os donos do clube precisaram fazer uma baixa contábil de 48,8 milhões de libras depois que Trump ordenou a redução da taxa de imposto corporativa dos Estados Unidos de 35% para 21% em dezembro. Isso porque o Manchester United está listado na Bolsa de Valores de Nova York.

“A redução na taxa de imposto resultou em uma contabilização não monetária de 48,8 milhões de libras a ser registrada no trimestre. É importante reiterar que esta é apenas uma taxa contábil não monetária que não tem impacto em nossa competitividade financeira, nem na nossa capacidade de cumprir os regulamentos financeiros do Fair Play da Uefa”, declarou Cliff Baty, diretor financeiro do Manchester United, em uma reunião com investidores.

Outro fator que atrapalhou um pouco as finanças do clube no último semestre foi a volta à Liga dos Campeões nesta temporada. Parece contraditório, já que é o que todo clube europeu deseja, mas isso fez com que os salários dos jogadores fossem inflacionados, tirando dinheiro dos cofres da equipe. Para completar, a contratação do atacante Alexis Sánchez junto ao rival Arsenal também custou caro aos Red Devils.

Em compensação, o próprio vice-presidente executivo do United, Ed Woodward, já admitiu que a chegada do atacante já criou um giro de dinheiro interessante para o clube, com recorde de vendas de camisas e recorde de interações nas mídias sociais. O anúncio da chegada de Sánchez no Instagram do clube, por exemplo, teve mais de dois milhões de interações e é a postagem mais comentada da história do United. Além disso, o retorno à Liga dos Campeões também gerou mais receita de televisão (61,6 milhões de libras, cerca de 17% de aumento de outubro a dezembro).

Por tudo isso, Donald Trump e a Liga dos Campeões não devem estar tirando o sono dos dirigentes dos Red Devils. Mesmo com o rombo por conta da reforma fiscal dos Estados Unidos e o aumento dos salários dos jogadores, o clube ainda prevê que o volume de negócios da temporada 2017/2018 deve ficar entre 575 e 585 milhões de libras.


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