O Red Sox é um caso raro no esporte: é uma das únicas equipes grandes que joga em um estádio muito velho e está feliz com ele, do jeito que ele é. As propostas para uma nova arena surgem, mas são logo rechaçadas pelos torcedores. Parte fundamental da identidade do time está no Fenway Park.

O estádio foi aberto em 1912 e, até hoje, mantém a mesma estrutura base, ainda que tenha recebido ampliações ao longo dos anos. E isso implica em dificuldades, que vão desde um vestiário improvisado, com passagem para o campo que cruza uma área de torcedores, até a falta de espaço para camarotes e lojas oficiais. Além da capacidade limitada a 37 mil pessoas.

Por outro lado, o estádio é cheio de história. Há uma cadeira vermelha que marca o local onde chegou a bola de Ted Williams, maior jogador da história do time. Há o placar analógico no “Green Monster”, o maior paredão da MLB. Há as colunas que sustentam a arquibancadas, que criam inacreditáveis pontos cegos. Há até uma horta dentro da arena. E o Red Sox hoje fatura alto com cada lenda criada.

Com a paixão de Boston pela equipe e pelo velho estádio, o time é o mais caro da MLB. Hoje, paga-se cerca de US$ 50 por um ingresso comum de jogo, o mais alto da liga americana. Em comparação, por US$ 10, é possível comprar entrada para o Los Angeles Angels, o mais barato da lista. E não é só isso: o Fenway Park lidera também em quesitos como o custo da cerveja e do estacionamento. A Máquina do Esporte participou do tour do estádio, vendido a US$ 20, com hora marcada e turma cheia.

E há claro empenho comercial no estádio, algo que acontece nas grandes arenas dos Estados Unidos. O "setor família", por exemplo, é patrocinado pela rede de farmácia CVS, com uma sinalização exposta nos tijolos da arena, em estilo retrô. Outros patrocínios seguem essa linha, com o estilo do local, ao mesmo tempo em que marcas apostam nos gigantes telões da arena. E até os banheiros são apresentados por empresas.        

O presidente do grupo que controla o Red Sox, Tom Werner, costuma ter que responder sobre os altos preços cobrados pelo time. O empresário, no entanto, gosta de se vangloriar: tem o terceiro maior faturamento da MLS dentro de apenas o oitavo maior mercado de beisebol entre os times da liga. E sem ter um estádio moderno, como o principal rival, o New York Yankees, que conta com uma arena nova de US$ 1,5 bilhão.

E o sucesso é recente. Tom Werner e a agência Fenway Sports Management compraram o time em 2001, e multiplicaram o faturamento; em 2016, o time teve receita de US$ 434 milhões. Em 2004, a equipe venceu o World Series e quebrou um jejum de 86 anos sem o título. Em 2007 e em 2013, o time voltou a ter a glória máxima da MLB.


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euros deve receber cada jogador da Alemanha por uma eventual conquista da Copa do Mundo de 2018, disse a federação alemã.

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