Foto: Reprodução / Twitter (@billabong1973)

Como a Máquina do Esporte já havia antecipado no início de dezembro, a Boardriders, dona da Quiksilver, efetivou a compra da principal rival, a Billabong. De acordo com o site CNN Money, o valor da transação pode ser estimado em cerca de 250 milhões de euros.

O negócio prevê que a Boardriders oferecerá um dólar australiano por ação da Billabong, o que significa uma valorização de 28% do papel em relação ao preço de 0,78 dólar australiano em 30 de novembro, dia anterior à divulgação da proposta de compra.

Com o acordo, a Boardriders terá 81% da Billabong, mas, na prática, são 100%. Isso porque a Boardriders é controlada pela empresa de investimentos Oaktree Capital Management, dona dos outros 19%.

Segundo já vinha noticiando a imprensa australiana, a venda da Billabong é o ápice de uma crise financeira enfrentada pela marca nos últimos anos. Segundo os últimos números divulgados, em 2016, a empresa mais do que triplicou seu déficit em relação ao ano anterior, que tinha sido de 15,8 milhões de euros, e fechou no vermelho em 51 milhões de euros. As vendas também caíram em 2016 para pouco mais de 652 milhões de euros, uma queda de 8,9% em relação a 2015.

Vale lembrar que a própria Quiksilver, australiana como a Billabong, também passou por uma reformulação entre 2016 e 2017 após pedir falência em 2015. A empresa englobava outros nomes famosos de marcas de esportes radicais, como Roxy e DC Shoes. À época, recebeu suporte da Oaktree Capital Management e se tornou mais uma das marcas da norte-americana Boardriders.

Dessa forma, com a compra da Billabong, detentora das marcas Element, RVCA e Von Zipper e que possui mais de 370 estabelecimentos espalhados pelo mundo, a Boardriders torna-se uma gigante do setor que trabalha com esportes como surfe, skate, snowboard e esqui alpino.

Sob seu guarda-chuva, a Boardriders terá simplesmente todas as marcas citadas até aqui, com direito a mais de 600 lojas em 28 países. Ainda não se sabe, no entanto, se a empresa norte-americana vai manter o nome da marca Billabong, usando-a em paralelo, como fez com a Quiksilver, ou não.


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Número do dia

15 milhões

de euros anuais pagará a Qatar Airways pelos naming rights das etapas de Paris, Nova York, Roma e Berlim da Fórmula E.

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