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A Puma decidiu reorganizar seus esforços no mundo do basquete para começar a incomodar uma de suas grandes rivais, a Nike, no esporte da bola ao cesto. Para isso, vai olhar com atenção para os mercados da China e, principalmente, dos Estados Unidos, país onde a marca não tem presença no basquete há 17 anos.

A ideia, no entanto, já esbarra em um sério problema logo de início. Nesta temporada, a Nike passou a patrocinar os uniformes da NBA no lugar da Adidas e tem contrato com a liga até 2025. Além disso, a marca norte-americana ainda pode assinar contratos com universidades, já que cada uma é liberada para fazer acordos específicos com fornecedoras de material esportivo, diferentemente da NBA.

Dessa forma, a Puma enxerga como pequenas as possibilidades de figurar também nos uniformes das universidades. Por esse motivo, vai focar sua estratégia em contratos individuais com atletas e celebridades ligadas ao mundo do basquete, a exemplo do que fazem a Adidas com James Harden e a Under Armour com Stephen Curry.

Além disso, quer dar mais atenção ao mercado de calçados. A Nike tem uma participação de mercado de 75% nos tênis dos atletas da NBA. A Puma espera diminuir esse número com foco cada vez maior na produção de tênis voltados para jogadores e o público do basquete.

A ideia de voltar ao basquete faz parte da estratégia da Puma em alcançar um objetivo maior já divulgado pela Máquina do Esporte. A partir de 2018, a empresa espera crescer 10% ao ano até 2022. Com isso, quer começar a incomodar as duas grandes rivais, Nike e Adidas, em breve.

No Brasil, a marca já deu mais uma prova desse objetivo de crescer e incomodar ao fechar com o Palmeiras por três anos. Com o novo contrato, a empresa fará parte da trinca de patrocínios dos três grandes da capital paulista ao lado de Corinthians/Nike e São Paulo/Adidas.


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