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Em meio à tensão que cerca o jogo de volta pela repescagem europeia entre Itália e Suécia por uma vaga na Copa do Mundo da Rússia no ano que vem, a Puma conseguiu focar em outro negócio e anunciou que voltará a vestir a seleção de Israel após 10 anos.

A marca alemã substituirá a arquirrival Adidas. Para isso, pagará cerca de 97 mil euros por ano durante quatro anos de contrato. Puma e seleção israelense retomam, assim, uma parceria considerada vitoriosa por ambas, já que foram parceiras de 1996 a 2008.

Com o acordo com os israelenses, a Puma amplia sua participação no futebol internacional. A marca veste clubes importantes como Arsenal, Borussia Dortmund e Borussia Mönchengladbach e já anunciou que será fornecedora de material esportivo do Olympique de Marseille a partir da próxima temporada. Além disso, a imprensa italiana dá como certo um acordo com o Milan, depois que o clube italiano rompeu com a Adidas.

Apesar de tudo, no entanto, uma notícia pode atrapalhar bastante os planos da empresa. O carro-chefe da Puma no futebol mundial é a seleção da Itália, tetracampeã mundial e acompanhada por milhões de fãs em uma Copa do Mundo. A séria possibilidade da Azzurra não ir ao Mundial pode jogar por terra toda a tentativa da marca de crescer dentro do futebol internacional, objetivo traçado pela empresa para as próximas temporadas.

A imprensa alemã chega a especular que, caso a Itália não se classifique, o baque seria tão grande que a Puma poderia até ser colocada à venda, mesmo com os números divulgados no final de outubro que mostraram um crescimento da marca em 2017. Até o final de setembro, a empresa dobrou o lucro líquido em relação ao mesmo período de 2016 e alcançou pouco mais de 3 bilhões de euros em vendas, um aumento de 16,9%.

O motivo seria a concorrência cada vez mais difícil com as gigantes Nike e Adidas, o crescimento de marcas não europeias como a Under Armour na Europa e o ressurgimento da New Balance no cenário do futebol internacional com clubes como Liverpool e Porto.

Por isso tudo, a Puma torcerá como nunca para a Itália no jogo desta segunda-feira (13), diante da Suécia, no estádio San Siro, em Milão. A Azzurra precisa vencer o jogo, já que perdeu na ida, em Solna, por 1 a 0. Caso não consiga, será a primeira vez desde o Mundial de 1958 que os amantes do futebol assistirão a uma Copa sem o selecionado italiano. Para desespero da Puma.


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