Paulo Wanderley Teixeira, o novo presidente do Comitê Olímpico do Brasil, comandou a Confederação Brasileira de Judô por 16 anos. E, no COB, não parece ter a intenção de deixar o cargo cedo. Em coletiva de imprensa, o dirigente já afirmou que a “vida útil” para ciclos olímpicos é de oito anos.

O dirigente também rechaçou a possibilidade de uma eleição direta nas próximas semanas. “Vim a convite do presidente Nuzman, como vice indicado pelas confederações. A intenção, a pretensão e a legalidade estatutária preveem mandato de quatro anos, o qual eu pretendo cumprir”, afirmou.

O novo presidente do COB já tem uma agenda cheia para os próximos dias. A primeira missão é regularizar a situação da entidade frente ao COI, que suspendeu os brasileiros na última semana, após a prisão do agora ex-presidente Carlos Arthur Nuzman.

Outro objetivo é a criação de um novo estatuto para a entidade. O documento deverá ser apresentado dentro de 45 dias; ele tem sido formatado por uma comissão que envolve os presidentes das confederações de vela, esgrima e atletismo, além do judoca Tiago Camilo, representante da Comissão de Atletas.

Com o novo estatuto, questões de governança devem ser alteradas; o item é uma das exigências do COI para os brasileiros. A maior participação de atletas no desenvolvimento da entidade, por sinal, é outro pedido do órgão internacional.


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