A Nike promoveu na quinta-feira (16), em São Paulo, uma ação diferente para divulgar a nova chuteira da marca, a Hypervenom 3, focada em centroavantes. Para alcançar relevância entre o público jovem, a companhia abriu mão de métodos mais tradicionais e convocou influenciadores digitais para buscar “o camisa 9 mais letal do Brasil” nos campos amadores do país.

Foram selecionados quatro canais do YouTube para a ação: Banheiristas, Footz, Futebol nas 4 Linhas e WLPSKS - Wendell Lira, além de um quinto participante escolhido em uma ativação no Rio de Janeiro com o jogador Leandro Damião, do Flamengo. Na capital paulista, os atacantes Jô, do Corinthians, e Felipe Vizeu, também do Flamengo, escolheram os melhores do evento.

Barbara Casara, diretora da Nike para o futebol, no evento em São Paulo (Foto: Divulgação)

À Máquina do Esporte, a diretora de marca para o futebol da Nike do Brasil, Barbara Casara, indicou a importância de recorrer aos influenciadores do meio digital, em especial os chamados ‘youtubers’, para levar a mensagem da marca ao público mais jovem, almejado pela companhia.

“Sabemos que o garoto apaixonado por futebol não se informa sobre o assunto na frente da televisão, lendo revistas e, atualmente, nem mais sites.  É num grupo de Whatsapp ou numa rede social que ele fala, ouve, discute e busca informação. Por isso, nossos parceiros para esse lançamento foram os ‘youtubers’, que falam de futebol de um jeito muito próprio, de boleiro para boleiro, de moleque para moleque”, explicou a executiva.

O lançamento da Hypervenom 3 já havia acontecido no modo mais tradicional da marca. Basicamente, a Nike recorreu a alguns de seus embaixadores globais para divulgar a nova peça. Em Munique, os atacantes Higuain, da Juventus, Lewandowski, do Bayern de Munique, Cavani, do Paris Saint-Germain e Kane, do Tottenham, fizeram o lançamento oficial.   

Mas, para chegar aos mais novos, essa iniciativa já tem uma carência. “É um movimento natural dessa moçada: através da internet, eles criam desafios, postam resenhas descontraídas com jogadores e interagem com os inscritos em seus canais digitais na linguagem que essa molecada se identifica”, explicou Casara.  

Logo nesse início de campanha, mesmo sem os resultados finais da ativação da última quinta-feira, a Nike já colhe alguns resultados expressivos. Até agora, os vídeos produzidos pelos ‘youtubers’, da convocação de jogadores até o anúncio dos escolhidos, a marca chegou a 1 milhão de visualizações.


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Foi a arrecadação do Flamengo em 2016; cerca de 60% desse valor foi com verba de televisão (R$ 297 milhões)

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