Os jogadores da NFL (liga de futebol americano dos Estados Unidos) não poderão mais fazer manifestações políticas durante a execução do hino nacional americano. Por outro lado, não serão mais obrigados a participar do protocolo dentro de campo antes do início das partidas.

A nova medida foi decidida nesta quarta-feira (23), com unanimidade das 32 franquias que compõem a liga. Pela nova regra, os times com jogadores que demonstrarem desrespeito ao hino serão multados. Caberá a cada franquia decidir se o atleta envolvido será taxado pelo ato.

Por outro lado, os jogadores não têm mais a obrigação de ficar em campo durante o hino; eles poderão esperar nos vestiários enquanto a cerimônia acontece. Atualmente, por regra, todos têm que estar posicionados publicamente no estádio.

Os detalhes das novas regras, no entanto, não foram divulgados por ora. Não se sabe até o momento qual será o valor das multas a serem aplicadas. E, mais importante, não há ainda uma definição precisa do que se configura desrespeito ao hino. Não ficar de pé, como aconteceu nas últimas temporadas, estará enquadrado no caso, mas outros possíveis problemas não foram esclarecidos.

A NFL convive com a polêmica desde 2016, quando o quarterback do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, se ajoelhou no hino em protesto à violência policial registrada em um caso da época. No ano seguinte, a prática ganhou seguidores e recebeu ainda mais repercussão quando o já presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao ato.

Oficialmente, os dirigentes da NFL dizem que o objetivo da nova medida não é cercear as liberdades de protesto dos jogadores, mas sim ressaltar que a liga e os próprios atletas estão distantes da imagem de antipatriotismo colada por parte dos americanos e do próprio presidente da república.  


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