O Mundial da Rússia servirá, no Brasil, como uma prova de fogo para o uso do streaming em eventos ao vivo. Com os jogos pela manhã e início de tarde, assistir às partidas pelo telefone celular pode vir a ser um hábito cada vez mais frequente.

Relatório divulgado pela Nielsen apontou que 7% dos brasileiros pretendem seguir a Copa do Mundo por meio de dispositivos móveis (celular e tablet). O número mantém o país na média de outras nações, como Argentina (8%) e Inglaterra (9%).

Apesar de uma relativa baixa adesão (na China, o índice é de 35%), o streaming tem norteado as apostas de SporTV e Fox Sports, que exibirão o Mundial russo. A Fox decidiu colocar à venda o Fox+, serviço de streaming para todos os canais do grupo e que não está atrelado à compra de um pacote de TV paga. Além disso, as duas emissoras se uniram a operadoras para promover a utilização do celular.

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“Pela primeira vez, nossos clientes poderão acompanhar todos os jogos, onde estiverem, da forma que desejarem, seja pela TV, pelo computador ou pelo celular”, disse Rodrigo Marques, diretor executivo de estratégia e gestão da Claro, que liberou o sinal de streaming para quem tiver o aplicativo Now, da Net.

A aposta no consumo de dados via smartphone tem como meta a captura do cliente de idade mais jovem. Segundo a Nielsen, 25% dos jovens entre 11 e 20 anos procurarão assistir às partidas por streaming. A audiência vai caindo conforme a faixa etária envelhece: 19% para os jovens entre 21 e 34 anos, 15% para a faixa dos 35 aos 49, 8% para aqueles de 50 a 64 anos e 6% para os de mais de 65.

Se, por enquanto, o Brasil ainda vê o streaming como um meio de assistir apenas a conteúdo sob demanda, a tendência é que a Copa comece a mudar essa ideia.


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