Foto: Reprodução / Twitter (@MizunoRunning)

A Mizuno não sabe se comemora ou fica chateada ao final do primeiro semestre de seu ano fiscal. Ao mesmo tempo em que viu seu lucro líquido aumentar 251% e chegar a 18,8 milhões de euros, teve que suportar uma queda de 1,5% nas vendas, alcançando pouco mais de 702 milhões de euros.

Os números animadores em relação ao lucro não foram suficientes para deixar os diretores da empresa satisfeitos, mesmo com uma melhora significativa em relação a 2016, ano em que os resultados foram considerados fracos. O motivo é o fato das vendas da marca seguirem em uma queda contínua nos últimos anos, embora dessa vez o problema tenha sido menos acentuado.

O volume de negócios caiu em praticamente todas as regiões. Na América, a queda foi de 10%, estagnando em 88,3 milhões de euros, principalmente por conta de problemas de distribuição nos Estados Unidos e uma desaceleração no mercado em circulação.  Na Europa, África e Oriente Médio, a diminuição nas vendas foi um pouco menor, 8%, alcançando 55,8 milhões de euros.

De acordo com o relatório divulgado pela própria Mizuno, o declínio nas vendas na América e na Europa pode ser explicado por uma retração no mercado de running (corrida de rua), carro-chefe da marca.

Na região da Ásia-Oceania, o volume de negócios se manteve estável, chegando a 77 milhões de euros, em especial devido ao crescimento cada vez maior do tênis de mesa na China. Se for levado em consideração apenas o Japão, casa da Mizuno e seu principal mercado, as vendas aumentaram em 1%, atingindo quase 472 milhões de euros. A explicação, segundo a própria marca, está nas vendas relacionadas ao futebol e a esportes com raquete (tênis, tênis de meda e badminton).


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