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Estados Unidos, Canadá e México serão os responsáveis por sediar a Copa do Mundo de 2026. A decisão foi anunciada em Moscou, em um Congresso da Fifa realizado nesta quarta-feira (13), véspera da abertura da Copa da Rússia.

A candidatura tripla venceu o Marrocos, que pela quinta vez é derrotado na tentativa de sediar um Mundial. Ao final, a votação ficou 134 a 65. A decisão define a volta do Mundial aos EUA após 32 anos e ao México após 40 anos. O Canadá receberá jogos pela primeira vez na história.

A opção escolhida no Congresso da Fifa traz até um certo alívio à entidade. Após quatro países emergentes receberem a Copa (África do Sul, Brasil, Rússia e Qatar), a escolha recai sobre uma candidatura liderada pelo país detentor da maior economia do mundo e mais do que acostumado a lidar com grandes eventos esportivos.

Desde que a escolha ficou entre as duas candidaturas, a Fifa dava sinais de que a opção pelo Marrocos traria tantos problemas como os vividos nos Mundiais anteriores, além de menos dinheiro, o que, na atual conjuntura da entidade, que passou por sérios escândalos de corrupção e viu a saída de diversos patrocinadores, não seria uma boa ideia.

Ao custo de US$ 15,8 bilhões, o Marrocos usava o mesmo argumento desenvolvimentista que ajudaram África do Sul, Brasil, Rússia e Qatar. Já a candidatura conjunta liderada pelos americanos tinha como principal trunfo apostar em uma estrutura que já está pronta, o que daria à Fifa a possibilidade de lucrar como nunca.

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Em sua apresentação no Congresso, o presidente da federação americana de futebol, Carlos Cordeiro, deixou isso bem claro ao prometer uma arrecadação de US$ 15 bilhões à Fifa, com lucro de US$ 11 bilhões. Para se ter uma ideia, a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, teve faturamento de US$ 4,8 bilhões, valor próximo ao que a Rússia deve conseguir em 2018 e também mais ou menos o que prometia o Marrocos para 2026. 

Como dito, a Copa no continente americano trará mais dinheiro e menos problemas. Tudo que a Fifa queria. 

Além de ter pela primeira vez três sedes (o máximo que tinha ocorrido foi em 2002, quando Coreia do Sul e Japão dividiram o Mundial), a Copa de 2026 também marcará a estreia de um novo formato, com 48 seleções participantes. 

De acordo com a proposta, os Estados Unidos terão 17 sedes e receberão 60 dos 80 jogos, inclusive a final, que deve ficar entre Dallas, Los Angeles e Nova Tork/Nova Jersey. Canadá e México serão representados por três cidades cada um e terão 20 jogos, sendo dez em cada país.


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