O Brasil terá a maior cobertura de sua história dos Jogos Olímpicos de Inverno, que neste ano serão realizados em Pyeongchang, Coreia do Sul. Mesmo sem grande apelo ao público brasileiro, o horário favoreceu o evento para o mercado; a Globo esclareceu que as madrugadas serão inteiramente preenchidas com as disputas na Ásia. A emissora carioca se juntará ao Sportv, que terá exclusividade na TV fechada.

Na Globo, as transmissões acontecerão entre os dias 13 e 25 de fevereiro. Na madrugada, a preferência será para os eventos ao vivo, mas a emissora também planeja boletins que colocarão os Jogos em evidência, com um programa entre o Jornal da Globo e o Hora 1. O horário terá a apresentadora Glenda Kozlowski e Sérgio Maurício. Desde o dia 8 de fevereiro, os jornais do canal também farão uma maior cobertura do evento.

Com os direitos sobre os Jogos Olímpicos, a Globo costuma exibir partes da versão de inverno, mas, sem maior popularidade, o evento costuma ser secundário, longe da atenção que recebem os Jogos de Verão. Em Sochi 2014, a emissora fez boletins, mas restringiu a transmissão às manhãs do fim de semana. Agora, com horário favorável, haverá mais espaço no canal.

Dentro do Grupo Globo, a emissora aberta não será a única a dar espaço aos Jogos Olímpicos de Inverno. O Sportv anunciou na terça-feira (30) que terá uma série de atrações para o evento. Haverá, por exemplo, um diário chamado “Conexão Coreia”, com resumo das atrações dos eventos.

A grande novidade da emissora é a estreia de um cenário. A empresa afirmou se tratar de um novo conceito de estúdio, já que não haverá bastidores: todos os lados do local podem ter filmagens. Outro destaque é um painel de LED em que os apresentadores poderão mostrar dados e atletas dos Jogos. Depois do evento, o espaço será usado para outras atrações do canal.

Com os Jogos Olímpicos de Inverno em evidência, a Globo faz uso mais intenso de seu novo contrato com o Comitê Olímpico Internacional. No fim de 2015, a empresa renovou com o COI para ter direito dos eventos até 2032. Os Jogos do Rio de Janeiro, de 2016, já estavam com a emissora; o novo acordo passou a valer neste ano, com Pyeongchang. O contrato prevê exclusividade da emissora em televisão fechada, internet e dispositivos móveis. Na aberta, não há exclusividade. A Record chegou a ter o acordo sozinha, mas ele foi válido até 2012, quando a emissora exibiu os Jogos de Londres.


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