J. Hawilla, dono da agência de marketing esportivo Traffic, morreu nesta sexta-feira (25), em São Paulo, aos 74 anos. Desde segunda-feira, o executivo estava internado no Hospital Sírio Libanês com problemas respiratórios.

O brasileiro foi o principal delator do escândalo de corrupção que envolvia a compra de direitos esportivos. As investigações culminaram com diversos dirigentes presos, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

Hawilla fez uma negociação com a Justiça dos Estados Unidos para se livrar de punições mais severas. Além da delação, o executivo arcou com uma multa de US$ 151 milhões, mais de meio bilhão de reais; ele aguardava a sua sentença final.

Desde 2013, Hawilla colaborava com investigação da Justiça americana. Sua delação colocou em xeque nomes como o paraguaio Nicolas Leoz (ex-presidente da Conmebol), o argentino Julio Grondona (ex-presidente da Associação de Futebol Argentino) e Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF).

O empresário sofria com um câncer na garganta. Com o avanço dos problemas de saúde, conseguiu em fevereiro a autorização da Justiça americana para voltar ao Brasil.


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