O coronel Antônio Carlos Nunes, presidente da CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inicia nesta quinta-feira os trabalhos de um Comitê de Reforma da entidade, que tem como objetivo implementar algumas melhorias administrativas.

O comitê é até agora a resposta mais vistosa dada pela CBF para melhoria de imagem após o estouro da crise que levou ao pedido de afastamento do presidente Marco Polo Del Nero, acusado de corrupção pela Justiça dos EUA.

O Comitê de Reforma foi feito tendo como base o órgão criado pela Fifa para também melhorar as práticas corporativas. Mas, diferentemente da entidade mundial, a CBF não terá apenas membros de fora da entidade na equipe de 17 pessoas do comitê. Walter Feldman e Rogério Caboclo, que fazem parte da diretoria da CBF, encabeçam o grupo, que conta com treinadores, árbitros e atletas, entre representantes de  outras áreas ligadas ao futebol.

 

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Além da Fifa, o comitê terá como base de trabalho um estudo elaborado pela consultoria EY, contratada ainda na presidência de José Maria Marin para fazer o diagnóstico da gestão da CBF.

Desde que a consultoria da EY começou, diversas mudanças já foram feitas dentro da entidade, que renovou funcionários em vários departamentos, trazendo profissionais de mercado para cargos como marketing, competições, futebol de base, tecnologia e análises de dados e estatísticas. A CBF conta, atualmente, com 200 funcionários contratados.

A ideia do comitê, segundo a entidade, é trabalhar a reforma do Estatuto, implementar um Código de Ética e um Comitê Disciplinar do Futebol Brasileiro e analisar o licenciamento de clubes, calendário, responsabilidade social, o futebol feminino e também as categorias de base.

Na Fifa, o comitê de reforma foi  responsável por tirar da entidade figuras poderosas, como Jérôme Valcke e Joseph Blatter. Na CBF, o õrgão deverá reduzir a concentração do poder na presidência.


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