Durou pouco dias o frenesi em torno da Sportflix, a suposta “Netflix do esporte”, alcunha dado pelos próprios criadores da plataforma. Ao longo da última semana, diversos agentes do esporte resolveram se manifestar sobre a nova empresa, com uma mensagem em comum: não houve negociações e nem procura pelos direitos de transmissão dos torneios.

No início do mês, quando anunciou que o serviço seria liberado em breve, o compromisso da Sportflix era ambicioso. A empresa faria a transmissão dos principais eventos esportivos do mundo, entre Liga dos Campeões, Libertadores, Brasileirão, Premier League, NFL entre outras. A promessa era ter 95% dos torneios do mundo.

A repercussão da empresa gerou incômodo nos organizadores dos eventos e nas emissoras que detêm os direitos de transmissão. Na sexta-feira (18), a Globo lançou comunicado: “Declaramos que não mantivemos qualquer contato ou negociação com o Sportflix que o capacite a oferecer tais transmissões”. A emissora detém os direitos para o Brasil de competições como Copa do Mundo, Brasileirão e Jogos Olímpicos, inclusive para a internet.

Também na sexta-feira, o diretor da Liga Espanhola de futebol, Carlos Del Campo, usou um evento no México para dar duras declarações contra o suposto avanço do Sportflix. “Eles não têm nenhum direito sobre La Liga. Estaremos muito ativos com esse tema. Temos que proteger nossos sócios e nossos consumidores”, afirmou.

Em entrevista ao jornal argentino “La Nación”, o vice-presidente da Sportfix, Matías Said, explicou como conseguiria os torneios. “O Sportfix terá, em sua maioria, direitos de retransmissão, que são mais baratos que os de transmissão. Isso significa que a plataforma alojará os canais esportivos que tenham os eventos”, comentou.

A estratégia é semelhante à usada pelo Youtube, em iniciativa lançada no início deste ano. Nos Estados Unidos, emissoras como ESPN, Fox Sports e NBC Sports fecharam com a empresa do Google.

Mas as palavras não parecem ter convencido a todos. Na última semana contou com o levante de emissoras contra as declarações de Said. No Brasil, tanto a ESPN quanto a Fox Sports usaram o termo “pirataria” para se referir aos avanços da Sportflix, com a promessa de tomar ações jurídicas contra a empresa, caso necessário. 


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