Mais de 81 mil pessoas lotaram o Signal Iduna Park para a Supercopa da Alemanha (Foto: Bundesliga)

O futebol alemão se orgulha de se manter popular. Assistir a uma partida do país é a experiência mais próxima de ter o conforto e a segurança dos estádios europeus com o calor da América Latina.

A Máquina do Esporte esteve na partida da Supercopa da Alemanha, entre Borussia Dortmund e Bayern de Munique, no Signal Iduna Park, a casa da equipe de Dortmund. Como de costume na arena, o público passou a barreira das 80 mil pessoas. Precisamente, foram 81.360 pessoas presentes para assistir o duelo.

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Com 81 mil pessoas de média de público, o Borussia Dortmund é o caso mais notável da Bundesliga, mas não chega a ser uma exceção. A liga do país alega ter o torneio de futebol com melhor média do mundo. Com política de ingressos acessíveis e grandes estádios, quase 13 milhões de pessoas assistiram ao torneio nas arquibancadas, o que representou 42,4 mil pessoas por partida, em média.

A maior parte dos estádios mantém área sem cadeiras, com preços populares. No espaço, os ‘ultras’, as torcidas organizadas do país, fazem a festa improvável de se ver em outros torneios europeus, como a Liga Espanhola ou a Premier League, da Inglaterra.

Em conversa com a reportagem, Carsten Cramer, diretor de marketing do Borussia Dortmund, justificou a escolha. “Quanto mais dinheiro você pede, mais você se afasta das pessoas. Isso inclui o preço do tíquete, do hot-dog, da cerveja. A questão não é o quanto eu vou conseguir de cada torcedor, é como eu vou conseguir mais torcedores. Não é como outros clubes fazem, mas é como nós fazemos. Está no nosso DNA”, afirmou.

A questão está tão ligada ao Borussia Dortmund, e à Bundesliga de maneira geral, que o diretor de relações internacionais do time, Benedikt Scholz, fez questão de complementar a reposta: “São esses torcedores que criam essa atmosfera especial. Por que eu cobraria mais de pessoas que vêm aqui há anos? É isso o que nos faz especial”.

O segredo, na verdade, é a mistura do popular com o exclusivo. Segundo relatório da Deloitte, na temporada 2014/2015, o Borussia Dortmund gerou € 54,2 milhões somente com receita de matchday, o que inclui ingresso, vendas de artigos no estádio e ações de hospitalidade. O Bayern de Munique, que recentemente aumentou a área sem cadeiras do Allianz Arena, chegou a € 89,8 milhões.

No Signal Iduna Park, o chamado “Paredão Amarelo”, área em que 25 mil pessoas ficam em pé, a entrada é vendida a € 11. Em teoria, o valor é o mesmo imposto pela CBF para a entrada mais barata do Campeonato Brasileiro. Na prática, a situação econômica e social dos dois países torna a comparação um tanto injusta.

No lado oposto do estádio, fica a área de hospitalidade da arena alemã, onde a reportagem assistiu ao jogo. O espaço foi incluído à arena, construída em 1974, em um de seus processos de modernização; a estrutura foi uma das usadas na Copa de 2006. O “puxadinho”, no entanto, não exclui a excelência. Uma área de alimentação premium, com salas patrocinadas e lojas oficiais, atende a um público mais seleto, que pode assistir ao jogo acomodado em cadeiras VIP.

A visão dos VIPs, por sinal, é atrás do gol. Se não é o local mais convencional de um setor mais caro, ele pelo menos fica em frente ao “Paredão Amarelo”, onde a festa realmente acontece. E, para os alemães, esse é o espetáculo mais valorizado. 

*O repórter viajou a convite da Fox Sports.


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euros deve receber cada jogador da Alemanha por uma eventual conquista da Copa do Mundo de 2018, disse a federação alemã.

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