A Copa do Mundo de 2014 para a Asics, uma marca que não investe em futebol, tem nome: Rio Open. O torneio de tênis tomou o status de principal do Brasil que pertencia ao Brasil Open e vai de 15 a 23 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. A fabricante de materiais esportivos é patrocinadora da primeira edição da competição e aposta nela para tornar o tênis um esporte mais popular no país.

Giovani Decker, executivo brasileiro que comanda a Asics Brasil desde novembro de 2012, explica à Máquina do Esporte por que confia no tênis para gerar valor à marca da empresa que, até hoje, focou seus recursos em running. "Claro que o running é o carro-chefe, mas faz parte do plano mundial da marca de ser conhecida por outros esportes", diz Decker, primeiro brasileiro em 30 anos a ocupar a presidência da filial brasileira, antes restrita a executivos japoneses.

No Rio Open, a Asics terá uma loja exclusiva de 120 metros quadrados no local das partidas, irá fornecer material esportivo para os estafes de mais de 400 pessoas, terá a primeira campanha de TV no Brasil, no ar desde janeiro deste ano, e fará a seleção de jovens tenistas para participar da clínica do torneio. Essas são as ações de ativação do patrocínio ao torneio. Três tenistas brasileiros - Bruno Soares, João Souza (Feijão) e Teliana Pereira - são os embaixadores da marca.

Máquina do Esporte: Qual a expectativa para o Rio Open, o torneio que ganha o status de principal do país nesta primeira edição?

Giovani Decker: Estamos esperando um evento bastante grande, um dos 20 maiores do mundo, porque faz parte do ATP 500. Vai ser o principal evento da história na América do Sul, então esperamos um grande sucesso, esperamos sold out [quando os ingressos esgotam].

ME: Vocês projetam um futuro mais positivo para o tênis no Brasil?

GD: Em matéria de eventos, com certeza. A questão é que a Copa do Mundo e a Olimpíada botaram o Brasil no mapa das principais competições. Eles geraram mais eventos em diversos outros esportes. No tênis não foi diferente, e agora estão surgindo todos esses torneios. O que se espera é que eles catapultem o crescimento deste esporte. Primeiro com um torneio, e aí cresce o interesse. Depois tem mais gente jogando, com mais gente podem aparecer novos ídolos, e este é um ciclo que se realimenta, o que é positivo para o esporte. Por isso esperamos que o tênis tenha um crescimento em médio prazo.

ME: Por que a Asics, uma marca tradicionalmente ligada a running, investe em tênis no Brasil?

GD: Somos uma marca de corrida, mas queríamos patrocinar, investir em outros esportes. Começamos - não só no Brasil, mas no mundo - a investir em tênis, vôlei, handebol. Claro que o running é o carro-chefe, mas faz parte do plano mundial da marca de ser conhecida por outros esportes. O tênis é ideal, porque já tínhamos uma coleção muito boa, produtos muito bons para o tênis, e isso facilitou a entrada.

ME: Há sinergias entre o tênis e o running?

GD: O tênis tem um cross legal com o pessoal que pratica running. Não são esportes excludentes. Quem joga tênis, corre. Quem corre, de uma maneira geral conhece e admira o tênis.

ME: A Asics fez um filme para TV desta vez, com o Rio Open. Por quê?

GD: Vimos como uma oportunidade. Casou com um filme que foi feito lá fora com embaixadores, e achamos que era o momento de fazer algo na TV fora do running, para mostrar para uma base maior de consumidores a nossa marca.

ME: E o que a TV tem a oferecer?

GD: A TV tem um público mais abrangente. De maneira geral, queremos mais classes sociais, mais esportes, ficarmos mais conhecidos.

ME: No Rio Open, a Asics vai ter uma loja gigante. Qual a finalidade dela? Vender produtos, apenas, ou também ajudar na construção da marca de vocês entre os tenistas?

GD: Em geral, queremos mostrar nossos produtos. Tem muita gente que ainda não sabe que estamos no tênis, então ela vai ter a oportunidade de ter esse contato. O pessoal também quer um souvenir de qualidade em um evento como esses para usar no dia a dia. Um produto de qualidade para lembrar do evento. Por parte da nossa marca, esses são os benefícios.

ME: Investir em tênis hoje em dia dá retorno?

GD: Algumas coisas não se pagam no curto prazo, mas se pagam no longo. Prefiro responder de uma outra forma. O patrocínio ao tênis ajuda na awareness [lembrança de marca], na percepção do consumidor final, na percepção de valor agregado, de produtos diferenciados. A questão se o tênis se paga ou não eu prefiro responder assim, porque é um negócio que se paga no longo prazo.

ME: Qual será o efeito da Copa de futebol neste evento? Vocês acreditam que o tênis possa ter perdido espaço para o futebol?

GD: De maneira nenhuma. A Copa chama a atenção para esportes em geral. Obviamente que é o grande evento do ano, mas ele faz, de uma maneira geral, as pessoas prestarem mais atenção nos esportes, na relação deles com saúde. Não é excludente.

ME: Qual a meta de crescimento da Asics para este ano?

GD: Queremos aumentar nossa receita em 30%.

ME: Vocês têm um time de embaixadores - Bruno Soares, Feijão, entre outros. Qual o papel deles para o marketing da Asics?

GD: É um combinado de coisas. Eles nos aproximam do consumidor final, ajudam com feedback sobre produtos, são embaixadores para nos mostrar ao nosso público. É uma soma.


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Foi a renda do São Paulo na partida contra o Corinthians; com 51 mil pessoas no Morumbi, time teve seu melhor público no ano.

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