No último dia 15, a montadora chinesa Chery anunciou um acordo de degustação com o Santos. Com isso, a marca ficou exposta na propriedade máster da camisa do clube nas três últimas partidas do time. Foi a primeira investida da companhia em patrocínio esportivo no mercado brasileiro.

Além da marca exposta, a montadora promoveu uma série de ações com o clube, tudo para sentir o que a plataforma poderá oferecer e, ai sim, tomar uma decisão sobre o investimento. A parceria foi intermediada pela Brunoro Sports Business (BSB), que foi a responsável por montar a estratégia do acordo.

O clássico do último domingo, entre Santos e Palmeiras, marcou o fim do teste. E até o momento, não há informações sobre uma possível extensão do acordo.  

Máquina do Esporte conversou com o gerente de marketing da Chery Brasil, Carlos Eduardo Lourenço. Confira a entrevista na íntegra:

Máquina do Esporte: Esta é a primeira vez que a Chery exerce um patrocínio esportivo no Brasil. Qual a importância deste tipo de investimento no plano estratégico da empresa?

Carlos Lourenço:O principal plano é fazer uma ação com uma marca conhecida como o Santos. Os chineses conhecem e tem muita admiração por Pele, Neymar. E também, queremos mostrar a entrada da marca no Brasil, que veio pra ficar. Nada melhor do que fazer isso no esporte, ainda mais com o futebol, que tanto se identifica com o público brasileiro.

M.E.: Qual foi a primeira impressão do patrocínio ao Santos?

C.L.: Nós separamos em dois pontos. O primeiro foi a recepção que tivemos do próprio clube. Nós fomos muito bem tratados, e os dirigentes santistas se preocuparam com os mínimos detalhes. Foi uma experiência muito agradável.

O segundo aspecto foi o torcedor, e tivemos a melhor impressão possível. É impressionante como o torcedor consegue correlacionar o fanatismo pelo clube com a marca exposta na camisa do time dele.

M.E.: Vocês já se decidiram se pretendem fechar com o Santos?

C.L.: É um processo complexo. Precisamos mostrar pros chineses o quanto é viável. E, para isso, precisaremos de um pouco mais de tempo. É possível que apenas na próxima semana tenhamos uma definição sobre isso.

M.E.: Vocês acreditam que um patrocínio de um ano é o suficiente para criar uma identificação de marca com o clube, ou é preciso de mais tempo?

C.L.: Existem muitas mudanças nos clubes de futebol. Nós, e o próprio Santos, acreditamos que o acordo de um ano seja o ideal, talvez com opção de renovação. Os times vivem mudando, existem alterações no elenco e possíveis classificações para competições internacionais. Tudo isso condiciona os valores. Por isso, é importante haver uma renegociação a cada ano.

M.E.: A parceria foi intermediada pela BSB. Qual foi a real importância deles nesta negociação?

C.L.: A importância da BSB foi vital pra que acontecesse a parceria. Eles que montaram o projeto de patrocínio e traçaram a estratégia. Os mínimos detalhes do funcionamento foram elaborados por eles.

M.E.: Por que a Chery escolheu o Santos? Pela marca ou pela disponibilidade?

CL: Foi um processo convergente. Já existiram negociações com outros clubes, mas não houve acordo. O Santos teve a paciência necessária para uma aproximação.  

M.E.: É indiferente para a Chery o formato e as cores do seu logo numa camisa de futebol?

C.L.: Para nós, o mais importante é que o torcedor esteja confortável com a camisa. Pois é o manto sagrado dele. As empresas têm que mostrar que o capital do clube é o torcedor. E nós também estamos dispostos a entender esse sentimento dele. A aprovação visual nas três camisas é uma coisa muito importante pra gente.

M.E.: A Chery não divulgou os valores dessa primeira parceria. Se o negócio for entendido, vocês divulgarão os valores?

C.L.: Isso ainda não foi decidido. Mas o torcedor pode ficar tranquilo que a parceria, uma vez concluída, será boa para todas as partes.

M.E.: Mesmo fechando com o Santos, a Chery pretende negociar com outro clube brasileiro, ou entrar com patrocínio em outra modalidade esportiva?

C.L.: O esporte sempre estará em pauta para nós, mas precisamos resolver essa questão do Santos primeiro, para então podermos definir. Após isso, sentaremos com os chineses e chegaremos a uma conclusão nessa estratégia.


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Foi a arrecadação do Flamengo em 2016; cerca de 60% desse valor foi com verba de televisão (R$ 297 milhões)

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