Jim Gatto (à esquerda) ao lado de Jaylen Brown, atualmente jogador do Boston Celtics.

Foto: Reprodução / Twitter (@adidasUprising)

O diretor de marketing da Adidas, James Gatto, mais conhecido como Jim, foi preso após uma investigação nos Estados Unidos ter concluído que ele estava envolvido em atos de corrupção na liga norte-americana de basquete universitário, a NCAA. Outras nove pessoas também foram detidas.

Segundo a agência de notícias Reuters, Gatto é acusado de pagar e receber propinas para que atletas de alto rendimento no ensino médio escolhessem universidades cujos times fossem patrocinados pela Adidas. Os subornos girariam entre 13 mil e 150 mil dólares por atleta.

“A imagem do basquete universitário que aparece neste caso não é muito lisonjeira. Treinadores de algumas das principais universidades do país aceitavam subornos, e agentes e conselheiros serviam como coiotes para jogadores e grandes marcas esportivas”, afirmou Joon H. Kim, procurador do estado de Nova York.

Entre os presos também estão ex-jogadores da NBA, como Chuck Person, que atuou na liga profissional de 1986 a 2000 e desde então é treinador assistente, e outros quatro treinadores assistentes das universidades de Arizona, Auburn, Oklahoma State e USC (Universidade do Sul da Califórnia). O esquema teria sido iniciado em 2015.

Os nomes dos jogadores envolvidos no esquema não foram divulgados, mas é fato que a Adidas assinou com diversos jogadores da NBA pouco tempo antes deles serem draftados para jogar na principal liga de basquete do mundo. Alguns deles são Brandon Ingram (Los Angeles Lakers), Dragan Bender (Phoenix Suns), Jamal Murray (Denver Nuggets), Jaylen Brown (Boston Celtics) e Kris Dunn (Chicago Bulls).


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