A Conmebol quer transformar a percepção pública da entidade, que esteve no epicentro dos escândalos de corrupção da Fifa no período pós-Copa do Mundo de 2014. O movimento é liderado pelo paraguaio Alejandro Dominguez, o quinto presidente da confederação em cinco anos. Três dos últimos mandatários chegaram a ser presos.

O desafio de Dominguez, portanto, não será simples, mas trata-se de um movimento inédito da Conmebol, que mudou até o logotipo. Neste ano, a entidade tornou seu balanço financeiro um documento público pela primeira vez em sua história.

“Estamos empenhados em repensar o futebol e desenvolvê-lo. Na América do Sul, temos o mesmo sentimento, uma mesma paixão, as melhores torcidas do mundo, os melhores jogadores e jogadoras como também os melhores técnicos e árbitros”, declarou Dominguez em evento realizado pela Conmebol nesta semana.

O sentimento de pertencimento sul-americano move a nova comunicação da confederação. O logotipo, uma impressão digital, tem o intuito de passar a unicidade da região. Um vídeo divulgado exaltava o potencial da área em analogia com a força do futebol.

O plano é fazer uma reviravolta nos valores até então associados à entidade, e que permanecem em eventos sul-americanos. A confusão no jogo entre Peñarol e Palmeiras foi o símbolo mais recente de como a Conmebol ainda se mantém distante do que é considerado razoável em um evento esportivo.

A transparência nas contas foi um dos modos encontrados de explicitar mudança. “Pela primeira vez foi realizada uma auditoria e estamos em dia com o tributo. Dissemos que faríamos justiça, então, com contas claras também aparece a justiça. Queremos que todos conheçam os números e que sejam encontrados os responsáveis e devolvam o que nos foi tirado”, comentou Dominguez.

Especificamente no caso dos torneios, o plano é seguir o que faz a Uefa, a união das federações europeias, há alguns anos. Em vídeo institucional, a promessa é de que, a partir de 2018, os clubes precisem de licença com “rigorosos critérios”, que abrange áreas de gestão, de esporte e de infraestrutura.

Dominguez já completou um ano de gestão e apontou como amostra de seu trabalho a aproximação da Libertadores com o mercado. Hoje, Bridgestone, Santander, Toyota, Nike, Amstel, Bumbet e Gatorade patrocinam o torneio.


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