O mercado esportivo americano tem mostrado empolgação com a liberação das apostas no país. A modalidade, que era proibida por uma lei de 1992, deverá ser legalizada a partir desta semana, graças a uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. A novidade alivia um momento de dúvidas vivida pelo esporte do país.

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A grande questão está na audiência das atrações esportivas. Explicitada pelas quedas da NFL, o esporte nos Estados Unidos tem perdido telespectadores. O problema passa pela diminuição de assinaturas de televisão paga, com o aumento dos serviços de streaming, entre outros fatores da internet.

Nesse cenário, a aposta deverá ajudar em duas frentes. A primeira está na convicção de que um maior número de apostadores represente um maior interesse nas transmissões esportivas. Segundo um estudo da Nielsen Sports, eles assistem duas vezes mais esportes do que torcedores comuns.

Outra questão é o avanço das empresas do segmento na compra de publicidade na televisão. No mercado britânico, onde as apostas movimentam US$ 20 bilhões anualmente, as grandes companhias do ramo investem entre 20% e 30% do lucro em publicidade, segundo a Comissão de Jogos de Azar do país. Além disso, há patrocínios a clubes e ligas esportivas.

Os ganhos com a medida não serão imediatos. Com a liberação federal, cada estado americano irá regularizar as apostas. Por parte das ligas esportivas, há ainda o receio de problemas de corrupção que possam envolver as partidas. A NFL lançou um comunicado para pedir um órgão regulador central para o segmento, a fim de manter a credibilidade do esporte.

A previsão é que, nos próximos cinco anos, 32 estados americanos tenham liberado e regularizado as apostas. O que não se sabe ainda no mercado do país é o quanto o segmento deverá movimentar. Atualmente, apenas em Nevada, estado onde fica Las Vegas, as apostas são permitidas. Na região, a prática move US$ 5 bilhões anualmente. 


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