A Andrade Gutierrez fez na última quinta-feira (26) um acordo de delação no valor de R$ 1 bilhão com a Procuradoria-Geral da República após admitir o pagamento de propinas em obras da Copa do Mundo na Petrobrás, na usina nuclear Angra 3 e em Belo Monte, e ferrovia Norte-Sul, segundo informa a edição do jornal Folha de S. Paulo desta sexta (27).

A empreiteira foi acusada de ter pago cerca de R$ 630 milhões em subornos e contratos com a Petrobras. O dinheiro era dado para que agentes públicos não embargassem os acertos feitos pela empresa, envolvida na Lava Jato junto com a Odebrecht, maior companhia do ramo no país.

Segundo o jornal, a Andrade Gutierrez atuou, sozinha ou em consórcio, na reforma de quatro estádios: Maracanã, Mané Garrincha, Beira-Rio e Arena Amazonas.

Otávio Azevedo, Élton Negrão de Azevedo Júnior e Flávio Barra, três dos executivos da empresa que estavam presos em Curitiba, foram transferidos para a carceragem da Polícia Federal por motivos de segurança e para facilitar os depoimentos depois do acordo de delação.

O acordo é semelhante ao feito por outra empreiteira, a Camargo Corrêa, na semana passada. A companhia reconheceu a prática de cartel, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro e fez um acordo de leniência com o Ministério Público Federal para devolver R$ 700 milhões a título de ressarcimento por prejuízos causados à sociedade.

Por isso, a Camargo Corrêa se desfez do controle acionário da Alpargatas, dona da marca Havaianas, por R$ 2,7 bilhões. A empresa foi comprada pelo Grupo J & F, dona da companhia de alimentos JBS, que por sua vez administra a Friboi.


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